sábado, 8 de agosto de 2009

RIP John Hughes: o dia em que o meu coração parou um pouquinho.



Na quinta-feira, quando eu li a notícia da morte do John Hughes, meu coração parou um pouquinho. Assim como todo mundo que foi criança ou adolescente entre os anos 80/90, eu passei muito tempo em frente à tv, assistindo sessão da tarde. Eu sei as falas de Ferris Bueller's Day Off, eu tenho danke schöen no meu ipod porque essa é a música que o Ferris canta na parada logo antes de quebrar tudo dançando twist and shout. Eu vi tudo que trouxesse Molly Ringwald nos créditos. Eu comprei o dvd de The Breakfast Club, e fiz sessão com amigos em casa. Isso tem pouco tempo.

Há pouco tempo, também, passei horas no msn discutindo com Julinha sobre Eric Stolz. Ele tinha feito um personagem morrendo em Greys Anatomy e é um dos meus atores favoritos. Não porque ele seja incrível, e faça bons filmes. Nem covinhas ele tem, vejam só. Mas ele era o Keith, o menino do filme Alguém Muito Especial (Some Kind of Wonderful, 1987). O filme era mais ou menos assim. Keith era um garoto normal, que passava as tardes com a melhor amiga trabalhando numa oficina, apaixonado pela garota mais popular da escola, Amanda, e fazendo planos de levá-la à formatura. Watts, a melhor amiga e confidente, sofre em silêncio, apaixonada. O filme inteiro acontece em torno dos preparativos para essa festa, que Keith quer que seja inesquecível. Ele gasta todo o dinheiro que o pai juntou para mandá-lo para a faculdade em um par de brincos de brilhante, de presente para Amanda usar na festa.

Toda menina de 13 anos, vendo esse filme, se identifica. Seja com amanda, em casos mais raros, ou com Watts, a melhor amiga. E, well, eu era uma Watts. Eu sempre fui uma Watts. Eu arrisco dizer, ainda hoje, que a minha essência é essa. Ser uma Watts. Esse filme marcou a minha adolescência, e me posicionou na vida. E não é novidade pra ninguém, seja aqui no blog, ou na minha vida mesmo, que eu nunca deixei de ter 13 anos.

O legal do filme é que, no final, ele descobre que gosta mesmo da amiga, e corre atrás dela, e dá os brincos de brilhante. I wanted these, ela diz. I really wanted. E a última cena são os dois andando na rua, descendo uma ladeira, enquanto toca fools rush in. (L)

Some Kind of Wonderful é meu filme favorito de John Hughes.



Ele escreveu
Ferris Bueller, e Sixteen Candles, e Pretty in Pink. Ele escreveu Home Alone, e todo mundo reconhece que Kevin é genial. Ferris só existe porque ele imaginou. Cameron, o melhor amigo paranóico. Samantha Baker, a menina que faz aniversário e ninguém se lembra. Sloane, a namorada do Ferris. O professor do Ferris. A irmã do Ferris. Todo mundo que foi alguém nos anos 80, passou por um filme de John Hughes. Ele fez as histórias que mais me tocaram, e que me fizeram muito do que eu sou, hoje. Então, meu coração parou um pouquinho.

Um comentário:

Julia Morena disse...

Fiquei arrepiada. Juro. T_T