quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O maior fora da história da humanidade.

preciso contar.

dei o maior furo da história da humanidade. o maior.


você aí. todos os furos que vc der na vida, todos os furos que você presenciar alguém dando na vida, você vai ter a incrível oportunidade de lembrar desse momento e saber que EU ganhei. Que eu bati o récorde. E, que se eu não apanhei hoje, foi a mais pura sorte.


Estava eu no restaurante, almoço com gênias coloridas. Não sei bem de onde o assunto surgiu. Mentira, sei sim. Estávamos falando de turismo de tragédia, e eu super dizendo que havia público sim. Que quando a Daniela Perez morreu e o meu pai botou eu e a minha irmã no carro pra refazer o caminho da garota antes de morrer, e depois parou do lado do mato onde o corpo dela havia sido encontrado pra gente saber que foi ali que ela tinha sido morta, e eu e a minha irmã super achamos mó legal essa aventura, eu não estava preocupada com o fator horror da situação. Lá na minha casa todo mundo sempre teve humor negro, a começar pelo meu pai. Casa de médicos, a gente sempre lidou com acidente, machucado e morte de um jeito meio escroto. Insensível, irônico. Não desmerecendo a tragédia, mas de um jeito que o assunto jamais foi tabu, e sempre foi considerado parte de como a vida acontece.


E eu lá. Discorrendo sobre turismo de tragédias. Tipo ir ver onde é que foi mesmo que o maníaco do parque atacou aquelas mulheres, ou onde Suzane Von Ritchoffen morava com sua família comercial de margarina, antes de mandar todo mundo morrer a pauladas. Onde foi mesmo que Isabelinha morreu? Queria saber o bairro, onde fica o prédio.


Comecei falando de Isabelinha, e as gênias também, mas eu mais. Confesso. Eu fiquei super chocada com a história dela, e a menina era fofa, e eu quis MUITO acreditar que o pai dela não era culpado, porque veja bem, ele é pai. Mas depois a história foi tomando contornos de espetáculo, e dá-lhe fantástico entrevistando a mãe da menina. Meu choque com a situação veio depois. Num dia que teve um evento qualquer pela paz, desse que têm Padre Marcelo Rossi cantando, com cobertura do Jornal Nacional. E eles disseram que a Ana Carolina Oliveira, mãe da menina morta, tava lá.

Todo um caráter celebridade que me incomodou demais da conta. Porque não há celebridade em cima de tragédia. E eu acho que a garota foi meio colocada de mártir, de símbolo da violência e da dor, e talvez tenha faltado uma boa assessoria. Pra dizer que não é ok tirar fotos com fãs, que querem fotografias ao seu lado porque você é famosa. Porque, meu bem, você só é famosa porque a sua filha morreu. Barbaramente.


E eu tava lá, incrédula, vendo a Ana Carolina, com camiseta estampando o rosto de Isabelinha, posando pra fotos com fãs, crianças, velhinhos. Sorrindo pras fotos, dizendo xis.


E. Mermão. Se eu tivesse uma filha, e a minha filha tivesse sido morta, e eu tivesse sido jogada nesse circo, e neguinho viesse me pedir foto, eu rosnava. E avançava. Porque isso não se faz.

E era exatamente isso que eu vinha dizendo na mesa do restaurante, pras gênias. Que eu achava horrível ela posar pra fotos. E nisso. A frase se esvai no meio, a voz me falta. A mãe da menina Nardoni estava a apenas alguns poucos metros, olhando pra mim, prato de comida na mão. Ela estava lá desde quando eu falei do turismo de tragédias, acompanhou toda a minha tese sobre como você deve se comportar quando o seu filho morre barbaramente e o Jornal Nacional faz a cobertura.


Tomei um carão sem precedentes. Foi a situação mais bizarra, quais eram as chances de isso acontecer? De ela estar no mesmo lugar que eu, na hora em que eu falava aleatoriamente disso?


Fiquei meio sem saber o que fazer. Eu realmente penso tudo aquilo que eu estava dizendo, mas ela não precisava estar ali ouvindo. Porque machuca.


Conclusões. Vou cortar o cabelo, pra não ser reconhecida. Vou dar um tempo do restaurante, pra ela esquecer de mim. Vou gradear as minhas janelas quando tiver uma filha, pra que a praga que ela tenha me jogado não tenha efeito. Vou pro inferno.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ah, e tem mais.

Sabe a japonesa maligna que pegou o menino que eu gostava e mais os 347 professores, e que era boa aluna, e fez microbiologia?

Japonesa, né? Pressupõe-se que a bichinha era inteligente, e coisa e tal.


Pois eu digo. Nem a orientação das fotos ela sabe fazer. Só tem foto deitada no facebook.


Sem mais. Hehe.

Galerê da escola combina "churras" ¬¬

Então, gente. Preciso contar. Tinha umas semanas que eu vinha recebendo email do galerê do colégio, dos tempos de cidade siderúrgica.

Eu não sou uma people person, preciso dizer.

Os e-mails começaram a chegar, e galerê respondendo, e um "churras" sendo combinado. Todo mundo se chamando de gnomo, e batata, e coisas que só faziam sentido lá em 1998.

Em 1998, eu já tinha personalidade o suficiente pra saber exatamente quais daquelas pessoas iriam continuar na minha vida.

E elas continuam. Todas as seis.

Modos que eu não quero me encontrar com galerinha animada da escola. Não quero saber o que fazem, o que pretendem fazer. O pouco que eu sei já me apavora o suficiente. Tipo a japonesa que pegou o menino que eu gostava, e fez microbiologia. Ela era boa aluna, e fez uma faculdade legal, mas hoje manda e-mails de uma empresa de turismo no Rio de Janeiro. To julgando não.

Teve o menino que virou vereador lá da cidade vizinha, e aparece em santinhos photoshopados all over the place. Pra mim, entendam, essas pessoas ficaram exatamente onde deveriam ficar. Em 1998. Não me interessa saber deles. Esse tipo de encontro, eu acho, só serve pra passar recibo. Oi, eu sou fulana, eu casei, eu tenho um bom emprego, eu sou bem sucedido. Eu não tenho a menor necessidade de ir lá dizer meus good deeds. Porque não faz diferença. E porque, really, eu acho meio deprimente.

E aí a japa freak que roubou o meu menino que eu amava em 1998, me aparece no msn, se convida pra ir na minha casa, e diz que a gente precisa retomar contato. E eu. WHUT? E ela diz que a gente se divertia a valer. Well. Eu me lembro dela pegando o professor de inglês, Thales, um japonês muito sem vergonha. E de pegar o professor de física, que by the way, fez a limpa na sala. Rumores dão conta de que ela também pegou o de geografia e o de história, mas sabe como é. Talvez isso fosse diversão pra ELA. Eu não achava divertido perder meus sábados aprendendo a porra dos carbonos encadeados que eu não ia usar pra nada na vida futura.

Eu era bem ruim em química e física, e era tortura mesmo ficar tentando aprender aquelas coisas. Eu ainda não tinha encontrado a Ritalina na minha vida. Eu queria era ir pra casa da minha amiga, que era irmã mais nova do menino que eu gostava, e fingir que eu estava estudando enquanto mendigava um resto de atenção. Tom já reinava naquela época.

Então, não tenho bons tempos a relembrar. A pessoa que eu sou em 2009 está a anos luz da pessoa que eu fui em 1998. Essa é mais legal, nem se compara. Essa aprendeu a ter bons cortes de cabelo, e usa roupas mais legais. E mora na cidade grande, exatamente como queria. Ainda que continue levando foras de meninos. Pelo menos ela encara com mais dignidade. Agora, me diz. Tem cabimento ir lá na cidade siderúrgica dizer pra essas pessoas que EU ACHO que eu dei certo na vida?

E agora pipocam as fotos no facebook. O tempo não foi generoso com eles. Talvez por isso eles tenham ficado congelados lá atrás. Pra eles, realmente, aquela época era mais legal.

2010

Fiquei aqui pensando que a minha promessa pra 2010 devia ser encarnar a Summer. É. Conquistar alguém de forma arrebatadora, e, só pra variar, não me envolver nem um tiquinho. Brincar com o coração do menino, não retornar as ligações, revirar o olho em tom de desprezo quando ele me dissesse alguma coisa bonita.

Seria possível? Não, né? Acho que não.

domingo, 29 de novembro de 2009

Lua Nova e vampiros em geral

Hum. Por onde eu começo?

Fui ver Lua Nova. E antes que fãs incondicionais de Stephenie Meyer venham amaldiçoar minha descendência até a 5a geração, preciso dizer. Não vi Crepúsculo. Não vi, não li. Não sei de nada, nada mais me lembro. Todo meu conhecimento de vampiros vem da mestra, Anne Rice.


Tava lá eu, minding my own business. Não entendi direito comofas pra vampiro ficar na luz do dia. TODO MUNDO sabe que vampiro morre quando o sol bate na pele. Queima. A morte de Claudia - deeply missed - não ensinou nada a ninguém? Claudia morreu em vão, eu pergunto?


Então vampiro fica na luz, e vai pra escola, e se mistura com o galerë como se eles não fossem comida. E acho que foi por isso que eu também impliquei com True Blood. Posso com aquela vampirada vivendo pacificamente com os mortais todos não.


Voltando à Lua Nova. Tirando todas as minhas dúvidas existenciais, ficaram as dúvidas básicas. A Bella é uma pamonha, diz aí. O filme é recheado de clichês, e teve uma hora em que eles corriam felizes pelo bosque, e a cena toda era cor pastel, e eu fiquei imaginando era o Sérgio Mallandro surgindo num cavalo branco, tipo em Lua de Cristal, da Xuxa.


E aí o Edward faz as promessas todas, e não cumpre nenhuma. Nenhuminha. E ele olha pra Bella e diz que não a ama, mas veja bem, ele só diz isso pra proteger ela. E ei digo. Clichê. Desde Lassie que essa história de dizer "go away" pra proteger quem se ama é usada. Desde Lassie. E aí a Bella fica sofrida, e começa a buscar o perigo, oh, quero morrer. E nisso tem mowgli, o menino lobo, que apesar de parrudinho e musculoso (todo mundo sabe que eu prefiro magrelos branquinhos, a la edward mesmo) faz promessas que ele cumpre, protege ela, é paciente. E Bella fica naquele não dá e nem desce, e o menino fica sofrido, e ela surta e corre pro vampiro, all over again. E eu lá. Torcendo loucamente pro loser, pro menino lobo. Minha síndrome de Tom não me deixa mentir.


Edward fail. Menino lobo wins my heart, junto com todo o sofrimento possivel por ver que, mais uma vez, o loser perde. Porque é loser.


E aí eu lembro da Anne, mais uma vez. E lembro do Lestat de Lioncourt, meu mais querido dos queridos, com ironia e sarcasmo ímpares, através dos séculos. Lestat mordeu a própria mãe. E mordeu Nicolas. E. Vou contar. Que momento do livro. Quando Lestat morde Nicolas, o coração acelera, você perde o ar, de leve. HOT.


E Claudia. Claudia dispensa comentários. Mulher presa no corpo de criança, maldosa, vingativa. Claudia morre e eu choro lágrimas de sangue. Toda vez que eu leio. Toda vez que eu vejo. Kirten Dunst ganhou meu respeito pra todo o sempre. Pode fazer o filme porcaria que quiser, ela sempre vai ser a Claudia.


De Lua Nova, levo meu respeito por Dakota Fanning. Que a garota cresceu, ficou bonita, e tem uma participação micra, mas imponente. Espero que ela mate a Bella e pegue o Edward. Ou, melhor. Que ela pegue o menino lobo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

/mimimi

Mega traumatizada na vida em geral. Trabalhando 12, 13h por dia. Sem brilho, sabe?

Vou pra terapia e choro durante uma hora, ininterruptamente. Daí acaba a sessão e eu pego o carro e volto pro trabalho, porque tem coisas a serem feitas. Eu choro de cansaço, choro demais mesmo. Falo com veneceous tão rápido no msn que o coração até machuca. A gente marca conversa no skype, mas eu deito na cama e durmo. e acordo poucos minutos depois, e no relógio se passaram horas.


E o apartamento novo tá vazio, ainda. e os amigos estão longe, porque agora que o covinhas voltou pra namorada, ele morre de medo que ela descubra que ele ficou comigo. E eu fui banida. Como se não bastasse ele não falar comigo, criou-se uma barreira. E eu não me sinto mais bem vinda na casa dele, que by the way eu frequentava BEM antes de ser a casa dele. E eu até tentei interagir com a menina japonesa quando ele foi com ela no meu aniversário (oh, yes, mundo moderno, a gente se vê por aqui), mas ele cercava ela de todo jeito. Deve ser medo. Não sei, não é da minha conta. Me afastei, né?


Eu fico triste, porque eu gosto dele, e dane-se que as coisas não foram pra frente. Eu crio laços, é isso que eu faço. E eu não lido bem com laços rompidos, e ele nem olha na minha cara, parece que a gente jamais se falou. E eu vejo uns sites com coisas que envolvem o trabalho dele e fico com a maior vontade de mandar. Mas não cabe, né? Não cabe. Eu continuo aqui, preocupada se ele está bem, querendo saber as coisas. Porque eu me importo. E, em compensação, parece que eu não existo, que eu nunca existi. /mimimi


Eu devia era ter pensado melhor nas consequências todas. E ter resistido. Porque eu não banco essas consequências não. Fico arrasada.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A roomate nova é fofa toda vida. Senta, conversa. Como a gente acaba se acostumando com uma pessoa que não interage? Como eu pude conviver numa casa onde não havia troca nenhuma durante tanto tempo?

Entrei numa paranoia louca, preciso dizer. Desde que eu soube que esse meu amigo lê meu blog - e fui eu que passei o endereço, lá atrás, numa época em que eu realmente não me importava que ele lesse - eu travei. Travei porque ele é amigo da roomie nova, porque ele é amigo do covinhas. E eu fiquei me sentindo exposta. Porque, né?


Daí, não sei o que faço. Ele me jurou que não deu o endereço pra ninguém, mas teve um dia que os meninos falaram a palavra madame e eu podia jurar que eu estava envolvida naquilo. Como se qualquer madame que eles falassem, a qualquer momento, fosse eu. E aí, hoje, a roomie fofa disse alguma coisa, e na frase ela inseriu a expressão menino de covinhas. Travei, né? Já contei que ela é tipo a melhor amiga dele? Olha a situação.

A história tem várias atualizações, todas daquele tipo que exaure a pessoa. E eu não sei se escrevo aqui. Porque talvez eles leiam, história comprida. Blog escondido é bom porque você fica protegido. E, aparentemente, agora, proteção nenhuma, eu tenho.

Mas continuo querendo escrever sobre. Assim que o trabalho permitir, que a paranoia abrandar, eu conto. Não é bom ter expectativas, já vou avisando. História chaaaata, consequencias catastróficas.

Minha vida como ela é.