terça-feira, 2 de junho de 2009

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Peguei o carro e viajei 340km só pra dormir na minha antiga cama, no meu antigo quarto, na casa dos meus pais. Em posição fetal. Depois voltei pra São Paulo, the show must go on, e coisa e tal.

A firma colorida vai ficando preto e branco. O gerente sem covinhas perdeu a graça, e virou apenas um reclamão. O gerente com covinhas continua bonito acima da média, mas perdeu seu efeito sobre a minha pessoa. As piadas do diretor engraçado estão menos, hum, engraçadas. E repetitivas. O trabalho só complica, as pessoas não colaboram. Gerente de covinhas me chamou pra almoçar hoje. Recusei, delicadamente. Estou imune. I am the master of my domain.

O viado territorialista continua viado e continua territorialista. A menina de cabelos vermelhos apareceu de boina, hoje, o que eu achei bem ridículo. Estava falando disso outro dia. Chapéu, boina e afins exigem uma especialidade, conhecida como savoir porter. Isso mesmo, saber portar. Tem que carregar o accessório, senão fica apenas uma coisa meio ridícula e wannabe.

Tem gente legal surgindo no meio do meu pequeno caos. O japonês querido continua, well, querido. Essa outra menina da equipe, me indicando uma vaga interna que eu nem sabia que existia (e que nem tem a ver com algo que eu queira, efetivamente, fazer. anyway). Outra menina, a de cabelos pretos, me indicando uns contatos de mercado, e sendo fofa tentando me consolar. Um amigo querido criando uma situação só pra que eu conhecesse um cara que trabalha num lugar que é legal, e que pode ser uma opção pra mim. Esse é o tipo de coisa que me enche de esperança no mundo e nas pessoas. Mesmo eu sendo eu.

Junho vai ser um mês comprido. Porque julho está ali, ó, na esquina.

Um comentário:

Karinny disse...

Pô, que chato, mas tá acontecendo muito com todo o tipo de empresa, o medo da crise que nem existe mesmo.
Mas continuo aqui torcendo pela sua vitória em SP, vai que agora dá sorte no amor :)