quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Benjamin Button



Fico lendo por aí, todo mundo absolutamente fascinado. É bom. Não chega nem perto dos meus filmes favoritos no mundo todo. É uma história bonita, chegou a me comover em alguns momentos. Mas não. Não é um filme absolutamente excelente. Ainda não vi os outros indicados ao Oscar, não posso comparar. Nem vi tantos filmes assim ano passado, pra saber se algum outro filme genial teria sido esquecido, ignorado nas premiações. Oscar também não é um bom parâmetro pra nada. Brilho Eterno só foi indicado por melhor atriz (Kate Winslet) e Melhor Roteiro Original.

Voltando a Benjamin. Não sou especialista em cinema, não chego nem perto. Não sei fazer grandes análises. Sei observar, sei me informar. Eu não entendo de cinema, mas eu SEI de cinema. Tenho memória excelente, guardo detalhes, tenho referências. Benjamin Button me lembrou Forrest Gump. Tá, que o roteirista é o mesmo. Saquei. Me lembrou Peixe Grande, do Tim Burton, talvez pela parte mais fantasiosa da história, da propositada falta de compromisso com a realidade, com a vontade de fazer pequenas piadas no meio de todo o drama. O amigo pigmeu, o relógio correndo ao contrário. Me lembrou Titanic, várias e várias vezes. Talvez fosse por causa de toda a água, talvez porque o cinema estivesse cheio, me obrigando a sentar lá na frente, embaixo da tela, exatamente como aconteceu com Titanic.

O que mais me incomodou em Benjamin Button, talvez, o que me tenha trazido de volta à realidade durante todo o filme, o que me tenha feito assistir com um pouco de reservas, foi a sensação de que o filme queria ser como aqueles pocket books com dicas para viver a vida. Seja você. Let go. A cada vez que esse tipo de retórica aparecia, eu ficava cética. Lembrava do tal professor americano com câncer no pâncreas, dando palestras para estudantes, dizendo que a vida deve ser vivida de tal jeito. Me lembrava do Pedro Bial arruinando com o comercial do Filtro Solar, ou o comercial no original, absolutamente incrível. O filme também me lembrou “No Pressure Over Capuccino”, da Alanis. O final foi uma parte da letra da música, com outras palavras. Essa é a minha letra preferida dela, então eu até achei muito legal. Mas ficou aquela coisa meio salada, sabe?

Eu me lembrava de Lendas da Paixão, por causa da Julia Ormond. E do Brad Pitt. E quando ele ia ficando mais e mais novo, eu me lembrava dele girando a linha de pesca no rio, no filme Nada é para Sempre. Filme antigo, velho mesmo. O pior é que, justamente na parte em que ele se parecia com ele em Nada é Para Sempre, a história ficava repetindo, ora na narração em off, ora na fala dos personagens, que nada é para sempre. Ok. Got it.

Brad Pitt é uma coisa, né? Eu nem acho o rosto dele tão bonito, mas aí a câmera ganha uma certa distância, e eu ganho uma certa perspectiva. Meodeos. Bom ator ele já provou que é, e eu nem acho que Benjamin Button fez tanto por ele. Ele foi mais perfeito em outros filmes. Cate Blanchet é linda. Só consigo dizer isso. Quantos anos ela tem? Linda. Quisera eu chegar à idade dela com a mesma pele, o mesmo corpo.

Continuo achando Brilho Eterno o melhor filme do mundo. E continuo aguardando o filme que me deixe tão desconcertada como esse filme me deixou, há anos e anos atrás.

sábado, 24 de janeiro de 2009

BBB9, again

Eu tinha me esquecido desse detalhe. O big fone não elimina ninguém. Porque fica aquela aura de injustiça em volta. A Francine está na lista, obvio, pra ganhar o anjo. A voz falou. 3 nomes, um pra ir pro paredão, um pra ser imunizado. Leo seguiu a mesma ordem. Botou Naiá, pro paredão. Francine, pro anjo. Parou e pensou. Olhou pra todo mundo, e ficou meio nítido que o terceiro nome estaria ali só pra completar o numero exigido.

Fico feliz, porque eu não queria correr o risco de ter Francine e Max no mesmo paredão. Principalmente depois do Bial, ontem, ter insinuado que duas pessoas podem sair juntas no paredão. Ficou a dúvida. Eu ainda não sei em quem o líder vai. Penso que pode ir no Alexandre, mas também me ocorrem Nonô e a própria Francine. Ela não faz a menor questão de socializar com o outro lado, ficou dias repetindo que preferia tudo antes do muro cair. E eu acho que, não indo por ele, chances existem de ela ir pela casa. Naiá já votou nela semana passada.

A Naiá vira um caso a parte. Primeiro ela falou que o Léo não tinha fé, porque era judeu. Depois falou que a filha dela havia sido largada pelo marido, trocada, um absurdo, por uma mulher pobre e “de cor”. Pediu que a Francine votasse na Ana, porque a sua “netinha” estava lhe fazendo mal, ali. Fica grudada na Ana Carolina o dia todo, a garota até queria dar o anjo pra ela, mas é só virar as costas que a Naiá dispara o veneno. Agora, ela foi dizer pro Newton que o Alexandre enche seu saco, e que ele não é "chegado à coisa". Num programa que já premiou, há algumas edições, um homossexual. Falta a Naiá agredir quem, agora? Judeus, negros e gays. Ficou algum grupo de fora?

Eu nem acho que ela devesse sair, ainda. Porque ela ainda é peça importante no jogo. Antes dela, acho que outros podem sair. Não gostei da Josiane, e tenho certeza de que ela se deu mal quando Newton marcou território. Porque ela devia flanar graciosamente entre os dois grupos, até dar tempo de se posicionar. Mas ele fincou a bandeirinha, e ela aceitou. Ela sabia que o grupo B era o mais divertido, disseram pra ela quando ela estava na bolha. Criar briguinha com a Priscila, que acaba de voltar de um paredão e faz parte do grupo queridinho não me parece uma decisão sábia. Ir fazer leva e traz da Francine pro líder tampouco. Emanuel foi naturalmente atraído para o grupo B, mas nem parece ter muito a contribuir, ainda. Parece um bobão, ainda preocupado com os próprios passos dentro da casa.

Leo me ganhou hoje. Ele não tem nada de protagonista, convenhamos. É tipo o Flavio, coadjuvante. Flavio só brilha quando está perto de alguém como o Max, ou o Léo, ou a Milena. Em dupla. A cara do Léo, quando acabou de cumprir a tarefa do big fone, foi genial. Prendendo o sorriso. A Francine ficou desesperada, ao ver o nome dela na lista. Acho que ela é quem menos deve se preocupar.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

ironic

Entrei numas de que eu não deveria ir no show da Alanis. Primeiro, porque não havia viv’alma que quisesse me acompanhar. E eu gosto de ir a shows acompanhada, ainda que passe quase duas horas em transe, sem nem me importar muito onde estarão as pessoas que foram comigo. Depois, porque eu não escutei NADA do cd novo dela. Fui deixando pra depois, pra depois, larguei pra lá, aí, já viu, né? Peguei o não-motivo falta de dinheiro sobrando, pra juntar aos outros, mas verdade seja dita. Se eu quisesse ir MESMO, eu disponibilizaria o montante. Daí fiquei de mimimi, deixando pra ver isso depois, pra decidir isso depois. E li, no UOL, que os ingressos de São Paulo esgotaram. Deu dorzinha no coração, mas uma parte mais racional do meu cérebro mandou engolir o choro, e me disse que eu não ia morrer se não estivesse lá. Quase me convenci. Daí li que ela chegou, cantou com os índios, nadou com os golfinhos, e fiquei pensando: “Que prega. Ainda bem que eu passei dessa fase, e posso guardar na memória somente os bons tempos, em que Alanis era cool.” Agora ela é uma louca que vai cantar com os golfinhos e nadar com os índios, sei lá qual era a ordem. E dá, no UOL, que o show dela não empolgou, que ela mal interagiu com o público e o show foi apenas correto. E eu achei meio bom, pra ficar ainda menos culpada. Podia ter parado por aí, ter lido alguma coisa sobre bbb aquecimento global. Mas não. Cliquei no link. Porque, né? Eu não aprendo.


E fiquei sabendo que ela abre o show com The Couch. Morri. E continua com Uninvited, Thank U, All I Really Want e Not The Doctor. Head over Feet, Sympathetic Character, Perfect, You Oughta Know. Hand in My Pocket, Everything, So Pure, You Learn, Ironic. Tem uma ou outra música que eu não conheço perdida no meio dessas, que eu gosto. Morri oito milhões de vezes.

+_+

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

jantar, emprego e tênis de oncinha

Considerando o meu histórico de ultimamente, eu não vou passar na tal entrevista. Eu já comecei a tentar me acostumar com a idéia, caso resolvam realmente apostar em mim. Não é o lugar que eu queria trabalhar quando decidi largar tudo e vir pra São Paulo. No Rio, eu já fazia o que não gostava. Jogar tudo pro alto faz parecer que eu só devo fazer o que eu gosto, efetivamente. Mas, convenhamos, não é assim que a vida real funciona. E eu tenho tempo para fazer outros acertos de rota. A mudança de cidade já foi um GRANDE acerto de rota.

Daí hoje teve um jantar aqui em casa, para amigas que ainda não tinham vindo ver o apartamento. Um dos namorados presentes trabalha na Converse, e obviamente foi bombardeado com questões sobre falsificações and stuff. Aliás, descobri uma história maravilhosa, sobre o motivo de Converse no Brasil ser All Star. Talvez seja história batida, mas fato é que eu desconhecia. E achei genial. Conto mais tarde, em outro post. Palavra de escoteira.

O engraçado é que ele fica muito contrariado mesmo quando falamos dos tênis falsificados, e me ensinou a, pela sola, identificar um tênis legítimo de um não-legítimo. Os não-legítimos, por assim dizer, têm lá o seu encanto, e ele não teve como discordar. Apenas silenciou. Daí, aproveitei a presença ilustre para pedir informações sobre o tênis que eu mais quero comprar, e que não é fácil assim de encontrar.

Um converse de oncinha, de pelinho. Preciso. Quase desanimo com a idéia de investir no sapato que, caso eu seja raptada pelas paredes cinzas do corporativo, ficará guardado no armário. Mas eu preciso tanto, sabe? Quase condiciono minha felicidade a isso, nesse momento. Um tênis de oncinha. Se eu não for aprovada, ando pelas ruas com ele, e boto foco total em alguma empresa que não se importe que eu me calce com animal print engraçadinho. Se eu for aprovada, o sapato terá um significado especial, um statement de que algumas coisas can’t be taken away from me.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Nas minhas aprofundadas análises de big brother, so far, tirei algumas conclusões.

Gosto da Francine. Mesmo que ela tenha tido a pachorra de dizer na entrevista pro site que seu ator preferido é o Keanu Reeves, que Shania Twain canta sua música preferida e que Ana Maria Braga é seu exemplo de inteligência. Quase morro lendo essas coisas. Mas ela é levemente irônica e sarcástica, e acaba sendo engraçada. O que, pra mim, é sempre ponto positivo. Ela dá mole pro Max, claramente meu preferido, ainda que fora do jogo pareça um idiota. No jogo ele funciona. Funciona tão bem que o velho sacou, e ao invés de mandar a velha louca esclerosada pro paredão, começa um mini complô com Leo e Flavio contra o fazedor de bonequinhos de biscuit. O lado A, por influência da Ana Maria Braga wannabe, vai no Leo. Norberto, se achando, vai no Max. Canibalismo, o nome disso. A partir daí, esse grupo vai fica desvantagem, enquanto o outro, por menos personalidade que tenha, está coeso, unido, se protegendo. E a casa se resumirá a um bando de homens bombados que competem sobre quem pega mais mulher na night, duas princesinhas insuportáveis e mimadas, uma adEvogada e uma velha louca, unidos, tirando, primeiro as popozudas, depois as preparadas, depois o baile todo. Leo e Flávio se mostram dois babacas, puxando o saco do velho. E esse velho, hein? Meodeos. Tudo bem que as garotas facilitam, inclusive Francine (que eu acho que é jogo), mas ele é absolutamente nojento.

Milena eu não suporto. Destaque pra ela dizendo que deu um toco no Jared Leto, num vôo. Jared Leto. Aham.

Jared, Milena te despreza, beijos.

Priscila até pode ter coração bão, mas sinceramente eu me distraio no meio de tanta carne e músculos. Fico medindo os braços dela. A coxa dela tem o mesmo diâmetro da minha cintura. Não dá. Agora há pouco ela chupava os dedos, se insinuando pro Flavio. Luciana Gimenez awaits for you, bitch.

Flavio é bobo até dizer chega. Mas é ruivo, e eu daria mais um tempinho de jogo pra ele. Mesmo achando que é só figuração, mesmo, o papel dele ali.

Leo serve pra ser queimado em breve. Não consegue juntar duas palavras, é desarticulado pra falar e pra pensar. Clueless. E puxa-saco. Odeio puxa-saco.

Norberto é nojento. Nojento.

Lado A? Não sei, não assisto. Não consigo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sala de justiça (2)

O andar de baixo é ainda mais imponente. É lá que ficam todos os acionistas e a diretoria. Vc sai do elevador e tem dois seguranças. Sério. Dois seguranças. Me lembrei de quando eu malhava na academia junto com as putas lá no Rio de Janeiro, e que tinha um bicheiro e a sua namorada que também malhavam lá. E tinha dois seguranças, lá, na porta da sala de musculação, pro caso, assim, de alguém sair meio surtado de uma aula de spinning e resolver explodir os miolos do maluco. A namorada dele, aliás, tinha a maior bunda que eu já vi na minha vida. Não era grande pros lados, como anda super na moda (vide mulheres fruta). Era grande para trás, muito grande. Eu devia ter fotografado, só pra poder exemplificar a aberração que aquilo era.

Dois seguranças. Antes eu tinha ido no andar de cima, onde ontem me disseram que era tudo formal. Diretor de RH. Fui logo avisando. Eu não sou assim tão formal, eu venho de internet, veja só. É óbvio que eu me adapto, pelo menos na parte das roupas. Eu começo com o tal salto fino e posso apostar, APOSTAR, que em breve meu sapatinho verde imprimirá estilo àquelas paredes cinzentas. Give me some time. Mas, ainda assim, achei tenso. Daí descemos para esse andar onde estavam os seguranças, e onde estava o diretor que queria me entrevistar. E eu entrei num corredor inteiro de granito branco, onde o ar condicionado mais gelado mostrava que o troço ali era mais primeiro mundo. O diretor foi extremamente simpático, e novamente elogiou o currículo. Aparentemente eu sou boa. Óbvio que eu sou, mas é sempre bom ver mais gente notando isso. Antes, a impressão que eu tinha é que só eu sabia que eu era boa. Agora, mais gente aponta isso, e secretamente eu solto gritinhos infantis.

Ainda assim, nada definido. Estou com os pés atrás. Os dois. É um mundo tão grown up, esse. Grandes decisões, essas coisas que botam medo. Existe toda uma questão de eles saberem se devem apostar em mim, uma espécie de fedelha com piercing no nariz. E toda uma outra questão de eu saber se devo apostar neles, metidos em seus ternos e escarpins. Não é uma coisa de desespero pra ser aprovada. Não nesse caso. Parece que estamos em posições equivalentes.

Pollyanna

Tá.

Concentremo-nos nos pontos positivos.

Quando eu me embananei pra passar o cartãozinho no sensor, veio um cara me ajudar. E ele era super bonitinho.