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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Felicity

Minha memória é engraçada. Com a firma colorida e seus horários coloridos, eu acordo todo dia as 9h30. Tomo café da manhã com calma, assistindo Felicity, em reprise na Sony. É bom porque lembra uma época em que a minha vida era simples. Eu nem era tão fã de Felicity. Sempre preferi Dawson's Creek. Mas eu via, toda terça, 21h. Nos idos de 2000, 2001.

O episódio que passou hoje me lembrou várias coisas. Início da segunda temporada, quando a Felicity viaja com o Ben, partindo os corações da Julie e do Noel. Eu sempre gostei do Noel. Mas Felicity gostava do Ben, e quando a gente gosta, fica burra. É assim que funciona. Na vida em geral, e também nos seriados.

Então ela acaba cortando o cabelo. Que todo mundo que gosta de séries sabe que foi um pouco o início do fim. Audiência caiu, embora a história tenha continuado boa, ainda, por umas duas outras temporadas. A Felicity partiu o coração do Noel, e o Ben partiu o coração da Julie. Quando ela achava que a vida ia acertar, Ben deu uma de Ben e partiu o coração dela. E ela ficou sozinha, sem namorado, sem cabelo, sem amigos, sem Noel e sem Julie.

E a Julie, muito puta, fez uma música falando mal dela. Direito da Julie, é o que eu digo. Direito da Felicity ficar puta, também, e elas se esbarram por acaso no metrô, e acontece alguma pane, e elas ficam presas nos subterrâneos de Nova York. E são obrigadas a discutir a relação. E os outros passageiros se intrometem, e rola meio que um tribunal pra saber quem está errada e quem está certa. A música da Julie foi escrota? Foi. Mas a melodia era bonita, e no fim, eram os sentimentos dela, ali. Há que se respeitar. A Felicity podia ficar puta? Obvio que podia, afinal eram os sentimentos dela, expostos numa música, com nome e sobrenome. Toda história tem dois lados. Todo lado tem razão. Por isso que essas coisas são tão difíceis, também na vida real.

Um dos passageiros do metrô fica puto com o mimimi da discussão da relação. E diz que problema era ele quem tinha, já que precisava de um empréstimo pra alimentar a família. Uma senhora corrige, dizendo que um coração partido não pode ser minimizado, e que todo problema é o maior do mundo, pra quem o tem. E que se havia de respeitar a briga das duas. Porque era sofrida, pra elas.

Eu me lembro de estar no primeiro período de faculdade quando esse episódio passou pela primeira vez. Começando o convívio com aquelas que se tornariam as minhas amigas. E eu me lembro de a gente comentar o episódio. Hoje, vendo de novo, eu me lembrei delas. Deu saudades. Me levou de volta praquela época em que eu não fazia ideia de onde iria parar. São Paulo nem fazia parte dos meus planos, ainda.

Eu sei que Felicity ainda vai me trazer bons momentos. De novo. Vai ter o episódio em que o ben se desculpa, finalzinho de temporada, e leva a Felicity pra assistir o filme que ele nunca apareceu para assistir, logo antes de eles terminarem. Ela vai perguntar pra ele o que é aquilo e ele vai responder. It's a time machine. Que é ele voltando no momento exato quando ele screw things up, e ter a chance de refazer, e consertar. Eu me lembro de ficar arrepiada assistindo essa cena. Ter a chance de consertar é coisa que quase nunca acontece na vida real.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Lost

também vou falar sobre isso. porque eu comecei a assitir em 2004, e segui bonitinho cada um dos episódios. e repeti pra mim mesma várias das frases dos personagens, nesses últimos seis anos. porque todo um ciclo da minha vida aconteceu enquanto eu assistia aos episódios. porque, mesmo com os altos e baixos, eu nunca me posicionei de um jeito a achar que os roteiristas me deviam alguma coisa. eu sempre aceitei o que vinha, e tentava entender, e passava horas discutindo teorias mirabolantes, e pensando em plot twits, e me chocava com os seasons finales. porque aquele live together, die alone, que o jack fala no segundo episódio da primeira temporada permeou toda a minha experiência com a série. o lance ali, mais do que qualquer outra coisa, era a relação que aquelas pessoas construíram. e dane-se se elas eram interrompidas por tramas da iniciativa dharma, ou por ursos polares, ou monstros de fumaça, ou viagens no tempo. elas continuavam sendo o mais importante. então, quando eu parei de procurar entender cada acontecimento como pista, eu pude apenas aproveitar a viagem. e agradecer a oportunidade.

e eu sei que todo mundo ficou puto. mas gente, quanta ilusão achar que tudo seria explicado. não dava. não tinha como. e eu gostei muito, demais mesmo, de como as coisas se desenrolaram. e não, eu não acho - como o resto do planeta - que apenas a última temporada não aconteceu. eu acho que morreram todos no desastre. e que nada houve. e isso não é importante. importante é a volta dada. e, cá entre nós, que volta bonita. a brincadeira de que o jack nunca esteve pronto pra let go. e que ele teve que passar por aquilo tudo pra aprender, pra entender, aquilo que todos os outros entenderam antes. que não adiantava ficar preso. buscando respostas. é um pouco o recado dos roteiristas para o público, eu acho. o let go. eu gosto de pensar que a série toda foi o jack. claro, foram os outros, o desmond, tão querido, com o seu see you in another life, brotha. o faraday, doce, tentando explicar em fórmulas o inexplicável. o charlie, morte mais sentida de todas. mas a série era o jack. a teimosia, a mania de explicar e consertar tudo. nem tudo se explica, jack. nem tudo se conserta. e ele, man of science, cria quase que imediatamente o embate com o locke, man of faith. os nomes dos episódios da primeira temporada explicam tanta coisa. eu tenho vontade de rever tudinho, agora, mas prestando especial atenção no começo, quando as dicas todas foram dadas. quando as relações foram construídas.


lost, pra mim, é uma grande história de redenção. uma história bonita, do longo caminho que o jack percorreu pra, de homem da ciência, se transformar em homem de fé. e abandonar os padrões. e encarar o desconhecido. e, quando o jack finalmente entende, e aceita, ele sorri. ele sorriu tão pouco nesses últimos seis anos. e ele sorriu tão bonito no episódio final. tão relaxado. tão resignado. e ele pôde abraçar todas aquelas pessoas, e todos os reencontros estavam ali, o final feliz que a gente sempre espera. e - sim - eu chorei. chorei pelo final digno que a série me apresentou, independente das dúvidas que não foram, e nunca serão sanadas. o que eu queria estava ali. o final feliz.

e era tudo o que eu precisava.

obrigada, damon lindelof. obrigada, carlton cuse. obrigada, jj abrams. foi um prazer.

quarta-feira, 17 de março de 2010

greys anatomy é amor

eu vejo greys anatomy desde quando começou, e eu ainda tinha todo tempo do mundo pra assistir seriados. bons tempos. naquela época, eu tinha uma rotina simples, trabalho, casa. uma rotina monótona, convenhamos.

eu comecei me apaixonando por george. adorava ele meio perdido, meio loser, tentando fazer parte do grupo. eternamente apaixonado por meredith. engraçadinho, aquele amigo que todo mundo tem por perto. ou gostaria de ter. depois tinha a bailey, a christina. eu acho que greys anatomy tem, hoje, o conjunto de personagens mais consistente de todas as séries que estão no ar. se a gente for pensar um pouquinho, o conjunto mais consistente de todas as séries que já saíram do ar. aí você diz. não, teve os sopranos. teve six feet under. concordo. ainda não vi os sopranos, tenho certeza de que vou ficar chocada quando assistir. mas greys é incrível. todos os personagens são bem construídos, todos podem ganhar destaque a qualquer momento, e carregar a série nas costas. tipo patos voando, aquela coisa de assumir o comando do grupo.


eu quase morri de chorar quando a grey caiu na água gelada e ficou entre a vida e a morte. quase morri com a izzie, quando o danny duquette morreu. e ela estava com aquele vestido de festa lilás, e ela ficou deitada ao lado do corpo dele, chorando. e o alex pega ela no colo e tira ela de lá. o alex. cretino toda vida, de longe o maior filho da puta que greys anatomy já conheceu, grosseiro. mas cheio de particularidades, cheio de traumas de infância, vai desarmando aos poucos. e ele fode o george, entrega ele de bandeja pros outros internos. ele deixa todo mundo na mão, ninguém pode contar com ele. e aí ele muda e se vê capaz de achar que pode consertar o mundo e cuidar de uma pessoa doente, e proteger ela até de si mesma. epic fail. eu acho o alex um dos personagens mais legais. ele é escroto, é. mas ele é doce.


e aí na segunda temporada a meredith, enfiando os pés pelas mãos, dorme com o george. e a gente tem aquele diálogo incrivel nas escadas do seattle grace, com o mcdreamy puto com ela, e insinuando que ela é uma vadia. e ela diz. I make no apologies for how I chose to repair what you broke. You don't get to call me a whore.


eu sempre, sempre lembro dessa cena. sempre. e a vida segue, e entram novos personagens. e são todos tão bons. little grey, addison, mcsteamy. e a christina yang continua me deixando sem ar, querendo ser a melhor cirurgiã ever. e aí aparece o owen, perturbado. adoro personagens perturbados. sem contar que ele é ruivo, ruivo. (L)


e a callie vai ganhando a história, e se divertindo com seus martelinhos, consertando ossos. E surge a arizona. apresentando um mundo mais leve, dizendo que pedriatics é, sim, hardcore, e ensinando pro alex que ele pode ser um puta cirurgião infantil. e mostrando pra bailey que ela tem jeito pra coisa. a bailey. a nazi. e ela desliza pelos corredores do seattle grace com aqueles tênis de rodinhas, e ela é loura de um jeito quase que angelical. e ela é a médica das crianças. e ela tem problemas com autoridades, e chora toda vez que precisa tomar ou dar bronca em um superior. acho tão incrível.

e aí, quando você acha que a izzie já deu tudo o que tinha que dar, ela casa com o alex. e o o'malley morre, no episódio que me deixou mais destruída ever, na minha longa história com todos os seriados do mundo. levassem a izzie stevens, eu digo. leave george alone. mas não. e a gente vai aprendendo a lidar com a perda, e a gente vai vendo que nem a izzie era tão necessária, e o drama dela vai amolecendo o karev. you died on my fucking arms, ele diz. e ela olha pra ele, e a gente sabe que, mesmo os dois se abraçando, tudo ali está perdido. ela morreu. nos braços dele. e agora ele tem cacos pra catar, do jeito que ele conhece. sendo escroto, pegando as enfermeiras, se distraindo com a little grey.

e aí voltamos pra christina, no seu drama com owen, no triangulo com teddy. e a christina fala do burke pela primeira vez em três temporadas, desde que ela teve as sobrancelhas raspadas e foi largada no altar. e a meredith ajudou ela a tirar o vestido, porque machucava demais estar vestida de noiva, eyebrowless, abandonada no apartamento vazio. e ela olha pro owen e explica tintim por tintim. do que ela é feita. burke took something away from me. e a cena vai inteira, sem cortes, e as lágrimas saltam dos olhos da sandra oh, e você se lembra exatamente o motivo pelo qual a christina é so fucking awesome. porque ela é driven, como nenhum outro ali. e se ela perde isso, ela se perde dela mesma. e o owen took something from her, assim como o burke. e ela encara ele com olhos de morte, e diz. i won't let that happen ever again. e você cala a boca. e pensa na sua vida. e diz isso, dentro da sua cabeça, pra quem quer que seja que esteja te desviando do seu caminho. porque é isso que a gente faz.


é tanto personagem bom. é a meredith acusando o mcdreamy de passar por cima do que é correto porque ele é ganancioso. e ele diz we are the same. e ela cala a boca. porque eles são. porque todo mundo é. e o owen dizendo pra meredith que eles são um good team. e ela olha na cara dele com um sorriso genial, e diz que eles não são team coisa nenhuma. que team é ela e a christina. e que se ele machucar a christina, ela vai go after him.


é de tirar o fôlego. toda vez. não tem jeito. é bom demais.


e eu sei que eu fico repetidamente botando expressões em inglês. i'm sorry. é que os diálogos são tão bons, tão bons, que não tem expressão em português que chegue perto deles.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Carrie Bradshaw. Me identifico. (and not in a good way)

Ah, só mais um detalhe. Faço terapia numa vila, néam? E a casa tem dois andares, e tem outro cara atendendo no andar de cima. E, no mesmo horário que eu, tem um cara suuuuper bonitinho fazendo terapia, ali, depois da parede. Hoje tivemos um momento no corredor, tentando passar pela mesma porta ao mesmo tempo. E eu não conseguia abrir o portão, e fiz um draminha pedi ajuda, e ele abriu. E a gente engarrafou tentando sair ao mesmo tempo. De novo. Sabe ceninha de seriado? Foi bem isso. E eu lembrei da Carrie Bradshaw na terapia, que ela se envolve com o maluco que conhece na sala de espera. E o maluco has issues. Sabe como é. Ele tá na terapia, e coisa e tal. Me senti beeem Carrie Bradshaw. Com a diferença que o (meu) maluco é bonitinho, mas não é interpretado pelo Bon Jovi. Bem que podia, né?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

só pra constar



nunca houve - e nem nunca haverá - personagem mais fucking incredible do que brian kinney, de queer as folk.

(L)(L)(L)

sem mais.

domingo, 3 de maio de 2009

In Treatment



Quando, no ano passado, eu me meti a assistir in Treatment, eu estava em pleno processo de terapia. Processo meu. Minha psychologa dizia que eu estava em terapia, esse termo mesmo. Porque, segundo ela, eu analisava cada segundo, e estudava cada coisinha que me acontecia, tentando colocar perspectiva nas coisas.


Novo ano, nova temporada de in treatment, dessa vez eu sem terapia. Não sei se continuo analisando cada segundo como fazia ano passado, mas desconfio que sim. É que, na falta de um acompanhamento profissional, a gente se perde um pouco. Mas eu continuo, acho, tendo conversas comigo mesma dentro da minha cabeça. São as vozes. Eu e as vozes na minha cabeça. Best friends forever.


Eu tento entender a fórmula da HBO. São 5 episódios por semana, cada um independente do outro. 5 séries dentro de uma. Eu posso escolher ver só às segundas, e acompanhar apenas um paciente. Isso configura assistir uma série. Mas nem consigo. Tenho que ver todos, e com 5 episódios semanais, isso meio que fode com o meu HD. É difícil manter atualizado. E, quando você deixa os episódios acumularem, acaba caindo na pegadinha. Porque você sempre vai se identificar mais com um ou com outro personagem. E vai ter um ou outro personagem que você não vai se identificar de jeito maneira. Então, na temporada passada, eu gostava de ver as sessões da Sophie. Eu só esperava ansiosamente pelos episódios das quartas feiras. Acabei me afeiçoando ao Alex, mais pra frente. E via com alguma curiosidade os episódios do Jake e da Amy. Não muita. Via porque era uma etapa necessária pra chegar às terapias do querido Dr Paul, onde eventualmente ele analisaria alguma coisa passada durante a semana.

Eu me afeiçoei à Sophie. Acompanhei absolutamente envolvida as sessões. Sophie, garota perturbada. E eu lá. Me identificando.

Daí, temporada nova. Não gosto do garoto gordinho, tem algo muito errado na cara dele. Acho que ele tem o nariz entupido, sei lá. Não me afeiçôo. Não gosto do pai do Frasier. Pode ser que eu mude de idéia, e coisa e tal. Até agora, nem o piripaque que o maluco teve na sala do Dr Paul (L) me fez sentir piedade. Não sei se gosto da outra loura, e sinto que as terapias dela me afetarão profundamente. Porque mexe com uma coisa que toda mulher acaba se identificando, que é o tal de envelhecer sozinha. Parece fórmula perfeita pra atrair a audiência feminina. Ou de repente eu estou viajando, sei lá.

E aí tem a April. Uma garota assim como eu há alguns anos, assim como você que está lendo. Que descobre que tem câncer. E aí. Pára tudo. Identificação detected. Começo a sofrer junto dela, e a torcer para que as sessões de terça cheguem rápido e demorem a acabar. Porque essa é a história que eu acompanho com o coração na mão.

Deve haver algo comigo. Algo errado, néam? Temporada um, eu escolho a garota perturbada. Temporada dois, eu escolho a garota que está morrendo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Gossip Girl (L)


Gossip Girl é, hoje, em sua segunda temporada, by far, das melhores coisas que apareceram nos últimos tempos.

As histórias são bobas? Sim, algumas. Mas nem todas. Todos ali têm segredos, todos ali tem traços maldosos na personalidade, não tem um personagem que tenha sido apenas bonzinho em todos os episódios. Eles são cruéis, e vingativos, humanos. Nenhuma história é rasa, nada é colocado ali por acaso, os episódios sempre terminam de forma surpreendente, deixando ganchos para os próximos e me deixando absolutamente louca esperando o próximo download. As roupas, meodeos, adoro. Os figurinos da Blair, Jenny e Vanessa. Não dá pra ser indiferente.


E aí tem Chuck Bass. Que quem lê isso aqui, ainda que remotamente, sabe que eu amo. Primeiro porque o ator é uma graça, com olhinhos rasgados que eu não acho iguais por aí. Segundo, porque sempre existe um ar meio anos 20 em torno dele, uma coisa meio gangster, meio sombria. Terceiro, golpe fatal, ele faz um garoto sofrido, que se esconde no sarcasmo e na crueldade. São dele as maiores cenas, as melhores histórias, os diálogos mais impactantes. Eu gosto de gente amargurada. Coloque alguém amargurado numa série, e ele será o meu favorito. E aí tem a Blair, né? Blair Waldorf tentando ser aristocrata, mas se despedaçando em joguinhos com Chuck. Ela sempre perde. Ele gosta dela, ela gosta dele, mas eles são Chuck e Blair, devem permanecer separados. E, separados, ficam mais juntos do que qualquer outro casalzinho que se veja por aí. A ligação entre os dois é óbvia, mesmo quando eles estão se agredindo, ou se ignorando. Ele tem rompantes de extrema delicadeza, mascarados com hostilidade. Blair diz que o ama. Ele diz. Too bad for you. Porque ele não consegue dizer, esse peso ele não suporta. Mas é sempre pra ela que ele corre. É sempre ela que ampara Chuck. A única mão estendida que ele aceita é a dela. Mesmo que não admita, e fuja de novo logo depois. E é aí que vemos que, de fútil, Blair não tem nada. Ela se desespera, e corre atrás dele. Ela sabe que é a única pessoa com quem ele pode contar. E não se acovarda, assume seu papel, e não desiste mesmo depois que ele a agride, humilha, machuca. Ela persiste. E ele amolece. E se entrega um pouquinho, e fica tão óbvio que ele a ama. Pra logo depois começar tudo de novo. Chuck e Blair têm, hoje, lugares fixos na minha lista de casais preferidos de séries.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Scrooged

Aqui na cidade siderúrgica onde eu fui criada, interior do Rio de Janeiro, onde meus pais vivem e onde eu vim me esconder no fim de ano, chove todo dia. Choveu ontem, choveu hoje, choverá amanhã. Sempre no meio da tarde, o dilúvio vem e vai rápido, deixando tudo alagado. Mas agora tem uma novidade. Quando chove, acaba a luz. E isso acaba com o meu bom humor. Acabou a luz na segunda e eu desci 11 andares de escada, porque ia anoitecer e eu não queria pegar estrada de noite. Quando eu voltei de viagem, ontem, mais uma vez pude testar os poderes de anfíbio do meu carro, andando nas águas. Hoje, em casa, confortavelmente instalada, pernas ao alto pra recuperar as panturrilhas do grande exercício escada abaixo, e acaba a energia elétrica. E, vem cá, comofas pra viver sem energia elétrica às portas de 2009?

Peguei o notebook, botei a bateria no modo econômico e comecei a assistir The Big Bang Theory, que estava ali me esperando. A bateria começou a acabar, eu gravei mais alguns episódios no pen drive e passei pro note da minha irmã. E nada da luz voltar. Fiquei imaginando um Natal à luz de velas, péssimo. Eu nem gosto de Natal. Eu passo pelo Natal, desde que não me incomodem tipo me deixando sem luz. E sem internet. Não é por bobagem que um amigo só me chama de Srta. Scrooge. Sou um pouco, sou mesmo.

Aliás, vendo The Big Bang Theory, fiquei meio preocupada. Super me identifiquei com o Sheldon, e eu sei que ele é o personagem mais caricato. Ainda to tipo no episódio 4, mas algo me diz que ele tem boas chances de entrar na minha galeria de favoritos. Be afraid.

Meu irmão diz que eu fico em estado vegetativo. Fico mesmo. Pernas pro alto, Coca-cola ao alcance das mãos, computador no colo. Ninguém ouse me incomodar. Não vou pra piscina, não vou visitar nenhuma tia velha. Espero não ser incomodada. Trouxe alguns seriados pra ver, alguns filmes antigos, tenho todo um iTunes pra organizar. Odeio telefonemas pra desejar Feliz Natal, odeio as cobranças de onde você vai passar o ano novo, e mais ainda o mas não vai fazer naaaadaaaa? Não. Não vou fazer nada. Não faço a mínima questão. Odeio festas, odeio essas cobranças que vêm com as festas, essa obrigação de ter coisas divertidas pra fazer, e pra contar pras pessoas. Pra mim, ficar na casa que eu cresci, batendo papos aleatórios com meu pai, falando com alguns queridos pela internet, ensaiando formas elementares de comunicação com a calopsita, comendo farofa de miúdos na xícara durante a tarde, é a mais completa expressão de felicidade. E me recarrega para o resto do próximo ano.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Rufus

A semana começou mal, com todas aquelas tragédias já exaustivamente abordadas. Então, eu precisava consertar, pra chegar no domingo, assim, felizinha.

Não, eu não fui pra gandaia, não me joguei na balada.

Eu fui passear com alguns amigos queridos, desses do Rio que moram aqui em São Paulo, pertinho pertinho. Fomos almoçar comidas gostosas e eu até escolhi suco de tangerina no lugar da Coca-cola. Depois fomos passear na feirinha de cacarecos da Benedito Calixto, onde encontrei também os amigos novos e fiz um episódio especial desses que juntam elenco da velha e da nova temporada.

Mas eu ainda não estava feliz, sabe? Então precisei apelar.


Meet Rufus =)

Rufus tem 120gb de memória e cabe tudo que eu tenho de música. Rufus está recheado com Killers, Travis, Shout Out Louds e Alanis. E Madonna, e Britney, porque dançar é preciso. Como vocês podem notar, Rufus também tem Sylar, ali na tela, dizendo hi, i'll kill you. E pensando nas formas mais malignas de roubar os poderes da pessoas. Rufus fica de irmão mais velho pra Jacob, o irmãozinho caçula que chegou antes mas que só cabia 1gb e não tinha tela. Mas que, em compensação, grudava nas coisas como um clipe, assim, todo lilás.

sábado, 29 de novembro de 2008

Então eu estava vendo o novo episódio de Heroes

E Heroes, sabe como é. Contém spoilers, e tal.
Quando, há alguns vários episódios atrás, Heroes fez uma visitinha ao futuro, eu tirei cá as minhas conclusões. Não é pra isso que servem esses episódios? Não é basicamente em flashbacks e, mais recentemente, em flashforwards que Lost, por exemplo, se sustenta? Pois bem. Heroes não haveria de ser diferente. Então, quando eu leio isso, não posso deixar de discordar. Como assim evitar viagens no tempo, senhor criador? Pois eu digo que aquele episódio centrado no futuro, ainda na primeira temporada, foi uma das coisas mais legais que eu vi. Ir deduzindo quais personagens estariam mortos através dos poderes novos do Sylar foi genial.

Ok. Me perdi no raciocínio. Mal do DDA. Voltando. Eu ia dizendo que tirei cá as minhas conclusões com o episódio do futuro dessa temporada atual de Heroes, quando o Peter vai ao futuro buscar o poder do Sylar. E Sylar agora é Gabriel, um bom pai de família, cuidadoso e com um filho fofinho. (Hormônios mode on, ai, ai.) Então, no episódio tinha Sylar papai, filho e não tinha mãe. Entrei numa discussão com Julinha, que insistia em dizer que não dava pra saber quem seria a mãe da criança. E pra mim era sim, bem óbvio. Elle, a garota em curto-circuito. Agora, após o episódio dessa semana, que a historinha de amor entre Sylar e Elle começa a se delinear, Julinha concorda. E diz que eu estava certa. Mas era tão óbvio. Ele, um garoto perdido, (mal) criado por uma mãe adotiva que dizia que ele não era bom o bastante, que não era especial. Ela, filha de um maluco que dizia que ela não era especial. E que não era boa o bastante. Façam a soma, 2 + 2, muito simples.

E então a Elle fica fazendo maldades e dando choque em pessoas, e jogando flashzinhos azuis em seres inocentes, pra impressionar o pai. E o pobre do Gabriel vira o Sylar, e sai cortando tampinhas de cabeça pra roubar os poderes alheios, quase que como um retardado repetindo “I wanna be special”. E as temporadas vão, e vem, e um belo dia surge a Angela Petrelli pra dizer pra ele que ele era especial. E, oh, Sylar fica bom, e a chama de mamãe, e cumpre ordens, e quer se tornar um ser humano melhor. Nisso, Elle também perde o controle dos seus raiozinhos azuis e entra em curto circuito. Adorei quando ela é detida com um balde de água, hehe. Anyway. Elle fica boa, Sylar fica bom, aprende que não precisa matar pra pegar poderes e eles fazem todo um balé enquanto ele aprende a usar o brinquedinho novo, os raios azuis. So lovely.

Então, eu não posso tolerar um so-called criador de série me pedindo desculpas pelas “trapalhadas”. E não me diga que criar viagens no tempo é que é o problema. O problema é achar roteiristas minimamente organizados, que entendam bem sobre continuum espaço-tempo, pra continuar a história. E eu não estou dizendo que EU entenda dessas coisas, mas seria legal alguém entender e explicar, assim, bem desenhadinho. Porque eu super me interesso.

Eu quero saber que fim a Elle levou, já que EU sei que no futuro ela não estava na casa do papai Sylar com o filhinho whatever. Eu quero saber mais sobre essa história do sangue da Claire ter poder (hehe) e curar as pessoas. Eu quero saber como foi que o Sylar foi enjeitado pelos Petrelli, e adotado pela bruxa má que destruiu a auto-estima dele. Eu quero saber mais sobre o poder do Matt, e sobre o Linderman. Cara, como assim o Linderman não é regular em Heroes? Ele era o Alex, de Laranja Mecânica, for christ’s sake. Não dá pra não querer saber mais, e muitas das vezes, basta um episodiozinho no futuro pra dar as respostas, ou induzir as conclusões.

Cadê a chata da Molly? Hiro ficou mais pateta ainda, e eu achando que isso não seria possível. A boca do Peter fica a cada dia mais torta. O Sylar perdeu de vez as frases engraçadinhas? A única legal do episódio dessa semana foi o “I hate heroes”, e foi tão rápida. Cadê o Micah? Eu nunca superei a morte da Eden, lá no inicinho da primeira temporada. Eu NUNCA vi o Sylar usar o poder que roubou dela, e sabemos que ele não desperdiçaria poder. Cadê ele convencendo as pessoas de qualquer coisa no carisma? A própria Claire ficou chata, com aquele cabelo falso e os olhinhos apertados.

Nem mesmo apreensiva com o tal eclipse eu fiquei. Eu já vi o futuro, hello, sei que eles têm poderes no futuro. E eu não quero ver uma série chamada Heroes sobre pessoas que tinham poderes e perderam. Isso é trapalhada. Na minha humilde opinião.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

i have a crush.

Quando eu tinha uns 13 anos, adorava o Johnny Depp. Na época ele namorava a Wynona Rider, e fazia Anjos da Lei, que eu via na Globo, no horário que hoje pertence à Malhação. Johnny Depp era lindo. Ele continua lindo, okay. Eu continuo sendo a pessoa que mais acha que aquela tal de Vanessa Paradis tirou a sorte grande, mesmo com aqueles cabelos desgrenhados e os dentes separados. Diastema, o nome disso. Não sei se configura defeito, ter os dentes assim separadinhos na frente. Tem gente que fica legal. Anna Paquin tem. E é linda. Mas os tais dentes separados não funcionam na Vanessa Paradis. Minha opinião, cheia de recalque, anyway.

Depois do Johnny Depp surgiram milhares de outros atores bonitos. Mas nenhum deles me causou, assim, nenhum efeito. Até meados do ano passado, quando eu vi esse moleque:

Ed Westwick, senhores e senhoras.

Sim. Ele é o Chuck Bass de Gossip Girl, seriado que eu vejo, adoro e assumo sem um pingo de vergonha na cara. Adoro o ar blasé, as roupas excessivamente afetadas, a scarf quadriculada. Adoro o ar levemente atormentado do personagem, um garoto riquinho que sofre com o desprezo do pai. Alô? Clichê. Adoro o rosto dele com as feições perfeitas, a boca pequena e os olhos rasgados. A pele clara com o cabelo escuro, tapando as leves entradas na testa. A orelha pequena e levemente pontiaguda. Um moleque. Uma criança, 21 anos. Mais novo que o meu irmão mais novo. E TÃO absurdamente bonito.


OMFG!

Ah. E ele é inglês, apesar de não ter sotaque em Gossip Girl. Mas o sotaque existe, deve existir, o que é um algo a mais. Como se ele precisasse de algo a mais.

Oi. Eu sou a Madame Ç. Uma adolescente.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Call me a geek, freak, whatever.

Então, eu adoro seriados. Comecei vendo aquelas porcarias traduzidas na Globo, tipo "Barrados no Baile" e "Melrose Place". Me contentava com esses, até porque dava muito trabalho disputar a Directv com meu pai, esse sim, um maníaco por nonsense em TV. Como é que eu iria pedir pra ver o meu episódio de hoje se ele estava vendo uns japoneses estranhos discutirem culinária ou arquitetura? Não dava, e eu nem tentava. Daí me apaixonei por "Party of Five" e consegui, a muito custo, ficar com a tv nas quintas-feiras à noite. Eu era como uma Salinger, morava em San Francisco. Quando o Charlie, meu preferido, teve câncer, eu ficava muito mal, e quando ele foi finalmente curado, fiquei realmente feliz.

Daí ganhei uma DirectV só pra mim, presente de aniversário. O melhor presente de aniversário de todos os tempos, melhor até mesmo que o carro, porque a assinatura se renovava a cada mês, durante anos a fio. Comecei a ver tudo o que passava. Na época, era basicamente Felicity, ER, Party of Five, of course, Dawson's Creek, Friends. Popular, uma série meio que de humor negro relatando a vida de adolescentes em uma high school. Vilões e mocinhos. Virei fiel defensora do Pacey e do Noel. Estaria ali a minha preferência por losers se delineando?

Minha vida se organizava em torno da Sony e da Warner. Ai de quem me ligasse nas segundas ou quintas à noite. Era dia de Dawson’s Creek, ou ER. E eu precisava saber o desenrolar dos dramas. Quando tudo começou a ficar meio doentio, comecei a achar bom quando as séries iam sendo canceladas, porque ia me libertando delas, uma a uma. E assim abandonei Party of Five, Dawson's Creek, Felicity. Friends. Séries novas vieram, séries antigas partiram, e eu lá, em frente à TV, feliz da vida.

Tinha as séries que eu não seguia, mas via sempre que estivessem passando e eu estivesse do bobeira. Nessa categoria, no strings attached, estavam CSI, Will and Grace, That 70’s Show. Daí surgiu o advento dos downloads. Isso coincidiu com a minha entrada no mundo corporativo, e com a chegada do irmão do demo pra dividir o apartamento e a programação televisiva. Eu queria ver Greys Anatomy, ele tinha algum jogo de tênis ou do Brasileirão. Brigávamos, eu ia pro quarto e procurava os torrents. Aprendi tudo sozinha, me guiando pelas comunidades do Orkut. Os nerds desse mundo são adoráveis, aprendo tudo com eles.

E aí surgiu Lost. A primeira temporada eu vi na TV, a última coisa que eu me lembro de efetivamente seguir na TV. E passei a ver apenas algumas horas depois da exibição nos EUA, disputando com os nerds do trabalho quem baixava antes. Baixei Heroes, baixei Greys, baixei America’s Next Top Model. Temporadas inteiras, antigas, eram vistas. Tyra mail, as garotas gritavam. Agora tem tanta coisa legal acontecendo que eu precisei fazer uma agendinha, no Google, pra saber o que baixar em que dia. Tem Heroes, tem Greys Anatomy, Gossip Girl. Fringe, Brothers and Sisters. House. Séries que já foram canceladas mas que eu quero dar uma olhadinha de novo. Queer as Folk. I miss Brian Kinney. Eu sempre torço para o personagem escroto ou para o loser. Nunca o mocinho, nunca o correto. Tem série que eu ainda não vi, mas que sei que vou gostar. Tipo The Sopranos, tipo Six Feet Under, Dexter. Tem série que nem estreou no Brasil, mas que já tem milhares de coisinhas pra assistir no HD, tipo Fringe ou True Blood.

O que não tem é tempo, sabe, pra ver isso tudo e ainda manter uma vida minimamente normal.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

90210 - aaron spelling says hi, do além


Eu fico pensando é no Aaron Spelling. Eu senti realmente a morte dele. Eu vi Beverly Hills 90210, Melrose Place, Malibu Shores, Models e Summerland. Os três últimos menos, é verdade. Os dois primeiros, muito. Bstante mesmo. Posso, inclusive, me considerar especialista no assunto. E foi justamente por isso, por me considerar uma especialista no assunto, que eu baixei os primeiros episódios de 90210, a so-called refilmagem baseada na série.

Na parte positiva da história, os atores que fazem os adolescentes, dessa vez, nem devem ser tão mais velhos que os personagens. Os pais continuam mais novos do que deveriam, e menos com cara de "pais". A nova Brenda agora se chama Annie, e é tão magra que chega a causar um desconforto. O novo Brandon se chama Dixon, é negro e adopted. Senti uma vibe The OC ali, com um novo Ryan se sentindo outsider. O pai é um capítulo à parte. Ele fazia o Kyle, um dos maridos de Amanda Woodward na minha querida Melrose Place. Acho que foi uma espécie de vingancinha, porque em Gossip Girl, a mãe da Serena Van Der Woodsen era a mulher do Michael, na mesma Melrose. A mãe da Annie e do Dixon fazia Summerland, outra com a marca Spelling. Não comprei essa família, ainda.

A nova Kelly é white trash. Dificilmente uma garota supostamente rica se vestiria com aquelas roupas tão biscates. Não sei o nome dela ainda, mas pode ser que seja Naomi. Tem o namoradinho que oscila entre ser o cretino e ter um bom coração, tem a garota que rouba (Donna lá no inicinho roubava, rá!), tem o jogador de futebol americano brigão e louro meio calvo (Steve says hi), tem de tudo. O Brandon, ops, Dixon, dá uma passadinha no jornal da escola e a apresentadora, cara de nerd, se apresenta como Hannah Zuckermann. Filha da Andrea, entendi. A menina que faz a tal Hannah era a filha do Mark Greene de ER na fase maluquete. A menina moderninha que acaba ficando amiga da Brenda, ops, Annie, é a Erin Silver, irmãzinha da Kelly e do David. Erin era loura, quase albina, mas essa Erin é morena. Bom pra ela. Ela tem um blog pra detonar as pessoas da escola, espalhar histórias e etc. XOXO, Gossip Girl says hi.

Temos Kelly Taylor, super bonita e maquiada, como nova inspetora da escola. Temos Brenda Walsh, e agora eu lanço um bolão pra ver em quanto tempo Shannen Doherty vai dar trabalho nos sets. As duas juntas em cena destoam. A Kelly parece milênios mais nova que a Brenda. Taí um bom motivo para o início da rixa. Não sei o que acontece, mas Shannem Doherty parece bem mais velha do que deve ser. Os braços estão imensos, flácidos, e eu fiquei me perguntando se o figurino não foi pensado pra fazê-la parecer mais magra do que está realmente. Temos o Ned e o Peach Pit, que agora é uma lanchonete super na moda. Temos Jackie Taylor, mãe da Kelly, ainda alcóolatra.

Pra uma série que surgiu com a idéia de pegar carona em Gossip Girl, fracasso retumbante. Os figurinos são pavorosos, os personagens são rasos - e eu vejo, sim, profundidade em Blair, Chuck e companhia. As roupas que a tal de Naomi veste são algo digno de qualquer nota. Todas muito magras, magras demais, o que faz com que pareçam a Bratz, aquela boneca cabeçuda. Eu escutei o termo Bratz ser dito na própria série, fazendo referência às garotas. Tem cenariozinho na praia, bem The OC, tem professor bonitinho dando aula e metido a "parte da turma" como em Dawson's Creek, na fase Boston. Tudo ainda bem forçado. Tem menção ao Dylan como pai do filho da Kelly, mas não tem Dylan. Faltam Donna e David. Falta Steve. Brandon não falta, porque ele era chato pra caramba.

Resumindo, uma porcaria. Mas eu não vou parar de ver ainda, porque preciso de mais uns dez episódios antes de decidir qualquer coisa.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Gossip Girl

Eu preciso falar Gossip Girl. Foi assim. O garoto me disse para baixar, porque era da mesma criadora de Sex and The City, etc. E eu confio no garoto, e gostava bastante de Carrie e companhia. E baixei. Série estranha, com gente esquisita. Todo mundo eu conhecia de algum lugar, mas não sabia de onde. Daí, imdb, óbvio. E eu descobri várias coisas. Primeiro que todos os atores são novinhos, apesar de aparentarem, no mínimo, uns dez anos a mais. A protagonista é a jogadora de futebol de “Quatro Amigas e um Jeans Viajante”, e o protagonista fazia The Bedford Diaries. Eu não via The Bedford Diaries. Eu via Milo Ventimiglia em The Bedford Diaries. Ponto. Mas aí tinha esse garoto, que tinha um cabelo bem mais rebelde, com uns cachos inadmissíveis, e ficava pegando as menininhas e gravando depoimentos em vídeo. E em Gossip Girl ele teve o bom senso de raspar a cabeça.

A série é basicamente sobre meninos ricos de Manhattan, os Upper East Siders da saudação inicial. Rola uma gravaçãozinha em off com uma voz de personagem desconhecida, a tal Gossip Girl do título. Ela atualiza todo mundo na escola sobre as últimas fofocas através dos telefones celulares de última geração. E termina cada notícia com “You know you love me. I’m Gossip Girl”. Ninguém sabe que é a tal garota fofoqueira e tão bem informada. Eu sei. Li no imdb. É a Veronica Mars. Pronto, contei.

Daí que tem duas melhores amigas. Ou ex-melhores amigas. Serena e Blair. A Serena, até onde eu entendi, é a mocinha. A Blair é a antagonista. Elas eram melhores amigas, mas aí a Serena dormiu com o namorado de anos da Blair e – cheia de remorso – saiu da cidade sem nem se despedir. E então o primeiro episódio começa com ela voltando, aparentemente por causa de um segredo. Ela volta, eu conto de novo, porque o irmão dela tentou suicídio cortando os pulsos, e agora está numa clínica de repouso de alto luxo. A mãe dela era a 4ª mulher do Michael de Melrose, ex puta, que agora é apenas uma ricaça morando num hotel enquanto a 14ª reforma no apartamento da família não fica pronta. Serena volta e começa o conflito.

Daí vem o festival de clichês. A Serena conhece o garoto pobre da escola e meio que se interessa. Ele já era apaixonado há séculos. Ele é filho de um músico/artista que é dono de uma galeria, tem uma irmã de 13 anos que quer fazer parte da turma e que daria uma unha pra ficar amiguinha da Blair. Moram numa espécie de Loft atolado de livros e móveis (sacou a parte intelectual?) e a casa tem umas paredes esquisitas, que se movem e descem do teto. A mãe acaba de abandonar a família e – pasmem – rola algum conflito do passado entre o pai do moleque pobre e a mãe rica da Serena. Ok.
Blair. A Blair é filha de uma estilista mega famosa. Aparentemente todo mundo acha a Serena incrível, e a Blair tem que viver meio que à sombra da ex melhor amiga. A Blair é bem mais bonita, mas é meio que um híbrido entre várias atrizes bonitinhas. O tipo de pessoa absurdamente bonita e magra, mas se você olhar bem para a cara dela, vai perceber que tem algo absurdamente errado. Ela é amiga de um outro riquinho de 17 anos, que mora num hotel e costuma ter duas ou mais camareiras seminuas em sua cama, enquanto o melhor amigo – o tal que chifrou a Blair com a Serena – dorme no sofá a apenas alguns metros. Esse riquinho é mau caráter e tenta agarrar a Serena quando ela está bêbada. E ela bebe pra caramba. Ele usa uma echarpe e diz que essa é a sua marca registrada. Me lembrou o Pierce, o riquinho de Turma da Pesada, um desenho que eu via há séculos atrás. Aliás, a série parece muito o desenho, com a vilã morena e a mocinha loura.

O que mais me intriga em Gossip Girl é a definição de bom e ruim. Serena é a boazinha, fato. Blair é a vilã. Mas foi a Serena que roubou o namorado da amiga e depois nem se despediu quando resolveu ir embora. A Blair ficou sozinha, traída pela melhor amiga e pelo namorado, sendo constantemente comparada com a Serena por todo mundo, inclusive pela mãe. E a Blair é vilã porque resolve tratar a Serena mal quando ela finalmente volta. Eu acho que a Serena merece. Pronto, falei.

Gossip Girl é o mais puro clichê. Tem características de Beverly Hills 90210, Turma da Pesada, Melrose Place, The OC e tudo o que a gente pensa que está cansado de ver por aí. Mas não está.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

drops

Experimentei o milkshake de banana do bob’s e fiquei pensando só nisso. Eu me entreguei de vez. Fazer isso numa segunda feira representa assumir para mim e para os outros que não, essa não será a semana do início da dieta. Mas deveria. Tomei cappuccino da kopenhagen, milkshake, comi bombons, coca cola. Muita alegria de viver que resultará no martírio da balança. Precisava parar. Não leio mais nada que não seja revista de moda. Blogs. Descobri uns ótimos ultimamente, li até histórico, e tenho a impressão de que este recadinho se dirigia mesmo à minha pessoa. Sei não. Tal qual a dona do recadinho, andei vendo Gossip Girl. Que é bem porcaria mesmo, mas foi indicado pelo garoto querido. Tá no terceiro episódio, os personagens parecem tão velhos que eu fui atrás das datas de nascimento no imdb, juro. E são todos realmente novos. Mas a protagonista tem marcas no rosto. Mais que eu, que tenho pelo menos 10 anos a mais que ela. Deve ser genética, essa coisa de pele clarinha e fininha, sensível, mais cedo ou mais tarde teria o seu preço. Mais cedo, no caso dela. Poor girl. Daí recomeçou Heroes e eu nem mesmo assisti ao ultimo episódio da primeira temporada. Porque eu estava economizando, pra não sofrer como a comedora de granola esperando a volta dos inéditos. Resolvi me dar o direito de escolha e NÃO assisti ao último, pra ver quase na véspera da segunda temporada estrear e não ter que esperar nada nada pelos novos acontecimentos. Enquanto isso comecei a ver Jericho. Jericho parecia até legal, tinha o Skeet Ulrich, que fez Jovens Bruxas e era uma espécie de Johnny Depp new generation quando surgiu. Agora ele está mais velho, tem os olhos bem vermelhos e perdeu um pouco da graça. E Johnny Depp continua aí, inteiro. Vi uns cinco ou seis episódios, baixei todos os outros e foi realmente libertador quando eu aceitei que não tinha gostado da série e decidi deletar tudo. Abriu espaço para baixar Dexter. Respingos de sangue, hello. A-do-ro. Adoro psicopatas. Adorava Six Feet Under, adoro ver que os meus atores arrumam novos empregos quando suas séries de origem são canceladas. O engraçado é que, após tantos anos refém, Sony, Warner e companhia me deram uma espécie de histórico. Bree Van DeCamp, pra mim, sempre será Kimberly Shaw, de Melrose. E daí a mãe da menina velha de Gossip Girls era a quarta mulher do Michael, ex prostituta, também em Melrose. Como eu sinto falta do Aaron Spelling. Ele foi, junto com Ana Nicole Smith, a minha maior perda. Adorava os E! True Hollywood Story com o caso dela. Como ela era louca. Engordava e emagrecia num passe de mágica.

E Heroes recomeçou, já está no terceiro episódio, Peter Petrelli já está causando e eu nem vi nada. Não vi Greys, não vi House, que vergonha.
Em tempo: rezem pela Britney. Sem mais.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

E então, no fim de semana, estava passando a maratona Friends. Eu adoro Friends, muito, tenho todos os box de todas as temporadas, fiz até uma super caixa handmade super linda, com fotos dos episódios mais marcantes, e etc. Era uma maratona, e era mais que óbvio que eu devia estar com a tv desligada, fazendo o projeto do MBA-que-não-acaba-nunca (mas que está acabando, acreditem!). E tinha um episódio em que o Joey e a Phoebe discutem sobre a existência ou não de altruísmo no mundo.

A Phoebe dizia que altruísmo existia, sim, que era perfeitamente possível você desejar algo bom para os outros sem obter qualquer ganho ou satisfação com isso. O Joey discordava, dizendo que a pessoa está SEMPRE pensando nela mesma, mesmo quando parece estar interessada somente no bem do próximo. E é mais óbvio ainda que eu concordo com o Joey. Eu já concordava antes, concordei durante e, no fim do episódio, quando a Phoebe se dá conta que ele está mesmo certo, eu concordei mais ainda. E a questão é que eu adoro ser legal com os outros. Adoro comprar presentes, adoro ter cuidado com as pessoas. Adoro. Mas a satisfação é minha, sempre, porque eu fico me achando a pessoa mais legal de todo o mundo. E adoro quando os presenteados concordam.

E aí ontem eu encontrei uma amiga, e eu estava devendo o presente de aniversário dela. E eu fiz questão de dar o cd que faltava pra ela completar a coleção do Placebo. E ainda gravei Hedwig, um filme que ela ama e que nunca saiu em DVD. Eu baixei, achei legendas e gravei, porque sabia que ela gostava. Coloquei no DVD, ainda por cima, outro filme, The Science of Sleep, do Michel Gondry, que nós duas adoramos, que fez Brilho Eterno, o filme mais legal de todos os tempos. Juntei com uma dieta maluca que ela queria, com alimentos com baixo índice glicêmico. Embrulhei com um papel de presente vermelho, de natal, com inscrições hohoho em prata. E entreguei, desejando, pra completar a gracinha, um feliz natal. E ela adorou, óbvio. E disse que foi o melhor presente de desaniversário* ever. E até deu um certo trabalho, mas valeu. Porque eu fiquei me achando mais legal ainda. E ela também.

*Sempre que a gente se encontra, há troca de presentes. Pode ser um adesivo, uma bobagem. Como na história da Alice, com o Chapeleiro Louco e a Lebre. E que de repente é desaniversário de todo mundo.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Semana passada garota me chamou no msn, querendo praticar amizade. Disse que estava vendo "Medium". Tipo pra fazer uma média, já que a viciada em séries sou eu. Acontece que Medium é uma das séries mais chatas do mundo, e eu nem sei como ainda não foi cancelada. Falei pra assistir Ghost Whisperer, na mesma linha, só que mais "assistível", com histórias nem tão ruins assim, e ela pediu que eu fizesse uma listinha de séries legais pra ela assistir.

Madame T tocou em dois pontos fracos de Madame Ç. Adoro fazer listas, adoro séries. Fazer listas de séries, okay, adoro mais ainda. Tenho listas das séries que eu mais amo em todos os tempos, e que já foram canceladas, tipo Party of Five, Jack and Jill e Dawson’s Creek. Tenho séries que eu nem assisto a não ser de vez em quando mas que eu sei que vou amar cada minuto quando tiver a decência de assisti-las. Nunca segui Six Feet Under, não sigo Desperate Housewives, segui apenas duas temporadas de Alias. E são séries que, tão logo minha agenda permita, estarão me aguardando em torrents no computador. Adoro séries narradas em terceira pessoa, adoro séries de humor negro, adoro referências e personagens bem construídos. Uma série me ganha com um personagem que seja escroto, tipo o House, tipo o Brian Kinney de Queer as Folk. Mas, infelizmente, das séries que eu amo, poucas são as que continuam no ar hoje em dia.

Então, Madame T, vou tentar dizer o que você deve assistir, e já adianto os motivos. Na ordem.

Tem que ver House, que é um médico manco, malcriado, cínico e misantropo, que repete exaustivamente, entre outras frases geniais, uma espécie de mantra: "Everybody lies". Ainda na linha hospitais, que virou febre no momento, e que eu adoro mesmo, tem que ver Greys Anatomy, na sony, segunda à noite. Série narrada em terceira pessoa, sempre com um tema como viés para os acontecimentos. Meredith é uma residente em um grande hospital, envolvida com o médico chefe, que é casado com uma médica. É da Meredith uma das melhores frases que eu vi em seriados na temporada passada: "You don't get to call me a whore". Pergunta para as suas novas miguxas, essas aí de São Paulo, se Greys Anatomy não é brilho puro? E, clássica das clássicas, na quinta feira às 22h, ER, na warner. Dá pra combinar ER e House, uma seguida da outra, na quinta feira.

Pra atualizar, o House é aquele que também é pai do Stuart Little. O McDreamy, de Greys Anatomy, fazia todos os filmes da sessão da tarde nos anos 80. Era feio mas, incrivelmente, ficou bem interessante com rugas. O amigo do House, o Dr Wilson, explodiu os miolos em Sociedade dos Poetas Mortos, só porque o pai dele não quis deixar ele ser o Puck em Sonho de Uma Noite de Verão. Tudo gente conhecida, você se sentirá praticamente entre amigos.

É tarde pra te indicar Lost, mesmo porque a série perdeu espaço pra Heroes, que parece ser legal, e é basicamente pessoas com superpoderes espalhadas pelo mundo. Heroes, já adianto, não assisti ainda, mas tá na to do list. Corre que ainda está na primeira temporada, dá tempo de ver sem pegar a história muito pela metade. Das historinhas curtas, com meia horinha de duração, tem que ver Scrubs, sobre - again - uns residentes malucos em um hospital. Teve um episódio na temporada passada que foi todo inspirado em o mágico de Oz, com JD, o residente maluco número 1 de sapatos vermelhos de Dorothy. Bem bom mesmo. Ainda tem The New adventures of the old Christine, com a sua querida Elaine de Seinfeld. What about Brian até promete, mas não entrega. Nem perca seu tempo. Desperate Housewives vale à pena sempre. Também narrada em terceira pessoa. Tem a Lois Lane como Susan, uma das donas de casa deseperadas. E tem a Bree Van De Camp, que era a louca da Kimberly em Melrose Place, que depois de voltar da morte careca, explodiu o condomínio, deixou a Alisson cega e finalmente morreu, nem sei bem de que.

Seja lá o que você estiver pretendendo, não se aproxime de Medium. Pior escolha não há. E, pensando bem, fique longe de Ghost Whisperer também. Melinda não tem carisma, fica falando com fantasmas, e tem o péssimo hábito de ajudar as pessoas. Muito over.