segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
sábado, 10 de janeiro de 2009
tinta
É essa tinta, nenhuma outra. Não é guache, embora lembre, de leve. Era mais forte o cheiro, e mais abundante. Cheiro de tinta de jardim de infância, sabe qual?
Eu senti esse cheiro há meses atrás, em casa, sozinha. No Rio, ainda. Um cheiro de escolinha, teletransporte imediato. Não tinha de onde vir, janelas fechadas, mas estava ali, super forte, entrando pelo meu nariz e preenchendo cada ambiente. Passou, esqueci.
Agora, de novo. Tarde da noite, no meu quarto, a mesma tinta, o mesmo cheiro.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Gossip Girl (L)
Gossip Girl é, hoje, em sua segunda temporada, by far, das melhores coisas que apareceram nos últimos tempos.
As histórias são bobas? Sim, algumas. Mas nem todas. Todos ali têm segredos, todos ali tem traços maldosos na personalidade, não tem um personagem que tenha sido apenas bonzinho em todos os episódios. Eles são cruéis, e vingativos, humanos. Nenhuma história é rasa, nada é colocado ali por acaso, os episódios sempre terminam de forma surpreendente, deixando ganchos para os próximos e me deixando absolutamente louca esperando o próximo download. As roupas, meodeos, adoro. Os figurinos da Blair, Jenny e Vanessa. Não dá pra ser indiferente.
E aí tem Chuck Bass. Que quem lê isso aqui, ainda que remotamente, sabe que eu amo. Primeiro porque o ator é uma graça, com olhinhos rasgados que eu não acho iguais por aí. Segundo, porque sempre existe um ar meio anos 20 em torno dele, uma coisa meio gangster, meio sombria. Terceiro, golpe fatal, ele faz um garoto sofrido, que se esconde no sarcasmo e na crueldade. São dele as maiores cenas, as melhores histórias, os diálogos mais impactantes. Eu gosto de gente amargurada. Coloque alguém amargurado numa série, e ele será o meu favorito. E aí tem a Blair, né? Blair Waldorf tentando ser aristocrata, mas se despedaçando em joguinhos com Chuck. Ela sempre perde. Ele gosta dela, ela gosta dele, mas eles são Chuck e Blair, devem permanecer separados. E, separados, ficam mais juntos do que qualquer outro casalzinho que se veja por aí. A ligação entre os dois é óbvia, mesmo quando eles estão se agredindo, ou se ignorando. Ele tem rompantes de extrema delicadeza, mascarados com hostilidade. Blair diz que o ama. Ele diz. Too bad for you. Porque ele não consegue dizer, esse peso ele não suporta. Mas é sempre pra ela que ele corre. É sempre ela que ampara Chuck. A única mão estendida que ele aceita é a dela. Mesmo que não admita, e fuja de novo logo depois. E é aí que vemos que, de fútil, Blair não tem nada. Ela se desespera, e corre atrás dele. Ela sabe que é a única pessoa com quem ele pode contar. E não se acovarda, assume seu papel, e não desiste mesmo depois que ele a agride, humilha, machuca. Ela persiste. E ele amolece. E se entrega um pouquinho, e fica tão óbvio que ele a ama. Pra logo depois começar tudo de novo. Chuck e Blair têm, hoje, lugares fixos na minha lista de casais preferidos de séries.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
BBB9, primeiras impressões

Parece que o grande lance desse início de BBB9 é que tem 18 participantes, mas só 14 entrarão, de fato, na casa.
Os outros 4, sortudos, vão parar é dentro de uma bolha, e ficar em exibição pública no Shopping Via Parque. Humilhação total. Um deles ainda consegue voltar pra casa, pelo que li, pela escolha do público. Outro será acompanhado pelo site (booooring) e os outros dois que sobrarem, bem, foda-se.
Então eu, que já fui melhor nisso de julgar sem conhecer, estou aqui, quebrando a cabeça pra saber quais serão os 4 sortudos escolhidos para a bolha.
Naiá. A Globo posa de moderninha, incluindo gente mais velha. O público, que não quer ver outra Cida aeromoça, ou outro Agostinho dizendo "Obrigado Brasil", na casa, bota Naiá na bolha. Porque, cá entre nós, ninguém vai querer ver alguém que não pode se exibir na piscina, ou fazer casalzinho.
Norberto. Mesmas razões de naiá. tenho pra mim que ele deve ser engraçado, e espirituoso, e carismático. Mas, a menos que ele mostre isso nos primeiros minutos de conversa com Bial, vai pra Bolha.
Milena. Primeiro, porque ela me lembrou uma professora de educação física lá das primeiras edições, personal trainner, eu acho, nem lembro o nome. Lembro que essa uma saiu na primeira semana, isso sim. Bronzeada demais, loura, tem cara de marrenta. Carisma zero.
Ralf. Alguém mais achou ele parecido com o Marcos, panaca mór da última edição? Não sei se são as sobrancelhas amorfas, a boca meio torta, não sei. Só sei que eu não agüento ver outro Marcos na casa.terça-feira, 6 de janeiro de 2009
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Atenção: Maysa não é como um computador
Daí fui ver Maysa, né?
Uma coisa me deixou deveras intrigada. Numa cena, bem no início, quando mostra a cantora meio decadente, dizendo que cantou numa churrascaria, o pai dela diz:
(parágrafo, travessão) Filha, grave um disco...
Maysa responde.
(parágrafo, travessão, all over again) Papai, eu não sou como um computador, que pode ser programado, cante isso, cante aquilo.
+_+
Maysa morreu em 1977, segundo minha querida Wikipédia. Há 30 anos. 30 fucking years.
Sim, já tinha computador. Em algum laboratório ultra secreto dos estados unidos, uma máquina que pesava toneladas estava sendo desenvolvida. O ancestral do PC. Computador não era parte da vida das pessoas, e não poderia simplesmente ser utilizado numa conversa corriqueira, entre pai e filha. Naquela época, será que Maysa sabia que computadores podiam ser programados? Será que alguém sabia disso, ao ponto de usar esta informação como referência? Será que alguém sabia o que era um computador?
Nem vídeo cassete programava naquela época. Nem vídeo cassete. Lembram do vídeo cassete? Então. Ele não programava. Porque ele também não estava zanzando pelos lares brasileiros.
(aliás, comofas? video cassete, videocassete, video-cassete? zerei, desprogramei total.)
Por essas e por outras, decreto que não gostei. Deveria ter assistido Pantanal, que tá nos momentos finais. A ironia é que Pantanal também foi dirigida pelo Jayminho. Antes de ele contratar ex mulher, mulher, cunhado e dois filhos pra trabalharem com ele.
Morri.
sábado, 3 de janeiro de 2009
All About Eve, ou She's Got Bette Davis Eyes

Bette Davis era, pra mim, nada mais do que alguma atriz importante lá dos anos 50, que inspirou a música She’s got Bette Davis Eyes que, por sua vez, no meu iTunes, toca na voz da Gwyneth Paltrow na trilha do filme Duets. Nem fotos dela eu tinha olhado, não fazia muita
Muito para a minha surpresa, Bette não é a Eve do título em inglês. Ela é a vítima. E isso pra mim foi realmente uma novidade. Eu achava que ela era a vilã, talvez porque – já melhor informada – ela tenha dado forma a várias vilãs do cinema. E nesse filme ela é a vítima. Uma atriz que dá abrigo a uma jovem que quer mais que tudo ocupar seu lugar nos palcos. E mente, e trapaceia, e essas coisas todas que a gente vê por aí. Tipo a Flora. Tipo a Laura, mesmo. E Bette Davis é incrível. Já comecei a correr atrás dos outros filmes dela, e farei, assim, uma imersão.
Com relação aos olhos de Bette Davis. Eles são meio esbugalhados, but in a good way. Ostentam um certo ar blasé, com as pálpebras meio preguiçosas, assim, de permanecerem totalmente abertas. Me impressionou um pouco a semelhança com a atriz Maria Zilda Bethlem, apesar de eu só me dar conta que era ela que Bette me lembrava depois de mais de uma hora de filme. Porém, na hora em que o rosto me veio, ficou. Achei as duas bem parecidas mesmo. Susan Sarandon também got Bette Davies eyes. E também é parecida, bastante.

Então, agora eu sei exatamente o que são os tais Bette Davis’s eyes.


