segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ah, e tem mais.

Sabe a japonesa maligna que pegou o menino que eu gostava e mais os 347 professores, e que era boa aluna, e fez microbiologia?

Japonesa, né? Pressupõe-se que a bichinha era inteligente, e coisa e tal.


Pois eu digo. Nem a orientação das fotos ela sabe fazer. Só tem foto deitada no facebook.


Sem mais. Hehe.

Galerê da escola combina "churras" ¬¬

Então, gente. Preciso contar. Tinha umas semanas que eu vinha recebendo email do galerê do colégio, dos tempos de cidade siderúrgica.

Eu não sou uma people person, preciso dizer.

Os e-mails começaram a chegar, e galerê respondendo, e um "churras" sendo combinado. Todo mundo se chamando de gnomo, e batata, e coisas que só faziam sentido lá em 1998.

Em 1998, eu já tinha personalidade o suficiente pra saber exatamente quais daquelas pessoas iriam continuar na minha vida.

E elas continuam. Todas as seis.

Modos que eu não quero me encontrar com galerinha animada da escola. Não quero saber o que fazem, o que pretendem fazer. O pouco que eu sei já me apavora o suficiente. Tipo a japonesa que pegou o menino que eu gostava, e fez microbiologia. Ela era boa aluna, e fez uma faculdade legal, mas hoje manda e-mails de uma empresa de turismo no Rio de Janeiro. To julgando não.

Teve o menino que virou vereador lá da cidade vizinha, e aparece em santinhos photoshopados all over the place. Pra mim, entendam, essas pessoas ficaram exatamente onde deveriam ficar. Em 1998. Não me interessa saber deles. Esse tipo de encontro, eu acho, só serve pra passar recibo. Oi, eu sou fulana, eu casei, eu tenho um bom emprego, eu sou bem sucedido. Eu não tenho a menor necessidade de ir lá dizer meus good deeds. Porque não faz diferença. E porque, really, eu acho meio deprimente.

E aí a japa freak que roubou o meu menino que eu amava em 1998, me aparece no msn, se convida pra ir na minha casa, e diz que a gente precisa retomar contato. E eu. WHUT? E ela diz que a gente se divertia a valer. Well. Eu me lembro dela pegando o professor de inglês, Thales, um japonês muito sem vergonha. E de pegar o professor de física, que by the way, fez a limpa na sala. Rumores dão conta de que ela também pegou o de geografia e o de história, mas sabe como é. Talvez isso fosse diversão pra ELA. Eu não achava divertido perder meus sábados aprendendo a porra dos carbonos encadeados que eu não ia usar pra nada na vida futura.

Eu era bem ruim em química e física, e era tortura mesmo ficar tentando aprender aquelas coisas. Eu ainda não tinha encontrado a Ritalina na minha vida. Eu queria era ir pra casa da minha amiga, que era irmã mais nova do menino que eu gostava, e fingir que eu estava estudando enquanto mendigava um resto de atenção. Tom já reinava naquela época.

Então, não tenho bons tempos a relembrar. A pessoa que eu sou em 2009 está a anos luz da pessoa que eu fui em 1998. Essa é mais legal, nem se compara. Essa aprendeu a ter bons cortes de cabelo, e usa roupas mais legais. E mora na cidade grande, exatamente como queria. Ainda que continue levando foras de meninos. Pelo menos ela encara com mais dignidade. Agora, me diz. Tem cabimento ir lá na cidade siderúrgica dizer pra essas pessoas que EU ACHO que eu dei certo na vida?

E agora pipocam as fotos no facebook. O tempo não foi generoso com eles. Talvez por isso eles tenham ficado congelados lá atrás. Pra eles, realmente, aquela época era mais legal.

2010

Fiquei aqui pensando que a minha promessa pra 2010 devia ser encarnar a Summer. É. Conquistar alguém de forma arrebatadora, e, só pra variar, não me envolver nem um tiquinho. Brincar com o coração do menino, não retornar as ligações, revirar o olho em tom de desprezo quando ele me dissesse alguma coisa bonita.

Seria possível? Não, né? Acho que não.

domingo, 29 de novembro de 2009

Lua Nova e vampiros em geral

Hum. Por onde eu começo?

Fui ver Lua Nova. E antes que fãs incondicionais de Stephenie Meyer venham amaldiçoar minha descendência até a 5a geração, preciso dizer. Não vi Crepúsculo. Não vi, não li. Não sei de nada, nada mais me lembro. Todo meu conhecimento de vampiros vem da mestra, Anne Rice.


Tava lá eu, minding my own business. Não entendi direito comofas pra vampiro ficar na luz do dia. TODO MUNDO sabe que vampiro morre quando o sol bate na pele. Queima. A morte de Claudia - deeply missed - não ensinou nada a ninguém? Claudia morreu em vão, eu pergunto?


Então vampiro fica na luz, e vai pra escola, e se mistura com o galerë como se eles não fossem comida. E acho que foi por isso que eu também impliquei com True Blood. Posso com aquela vampirada vivendo pacificamente com os mortais todos não.


Voltando à Lua Nova. Tirando todas as minhas dúvidas existenciais, ficaram as dúvidas básicas. A Bella é uma pamonha, diz aí. O filme é recheado de clichês, e teve uma hora em que eles corriam felizes pelo bosque, e a cena toda era cor pastel, e eu fiquei imaginando era o Sérgio Mallandro surgindo num cavalo branco, tipo em Lua de Cristal, da Xuxa.


E aí o Edward faz as promessas todas, e não cumpre nenhuma. Nenhuminha. E ele olha pra Bella e diz que não a ama, mas veja bem, ele só diz isso pra proteger ela. E ei digo. Clichê. Desde Lassie que essa história de dizer "go away" pra proteger quem se ama é usada. Desde Lassie. E aí a Bella fica sofrida, e começa a buscar o perigo, oh, quero morrer. E nisso tem mowgli, o menino lobo, que apesar de parrudinho e musculoso (todo mundo sabe que eu prefiro magrelos branquinhos, a la edward mesmo) faz promessas que ele cumpre, protege ela, é paciente. E Bella fica naquele não dá e nem desce, e o menino fica sofrido, e ela surta e corre pro vampiro, all over again. E eu lá. Torcendo loucamente pro loser, pro menino lobo. Minha síndrome de Tom não me deixa mentir.


Edward fail. Menino lobo wins my heart, junto com todo o sofrimento possivel por ver que, mais uma vez, o loser perde. Porque é loser.


E aí eu lembro da Anne, mais uma vez. E lembro do Lestat de Lioncourt, meu mais querido dos queridos, com ironia e sarcasmo ímpares, através dos séculos. Lestat mordeu a própria mãe. E mordeu Nicolas. E. Vou contar. Que momento do livro. Quando Lestat morde Nicolas, o coração acelera, você perde o ar, de leve. HOT.


E Claudia. Claudia dispensa comentários. Mulher presa no corpo de criança, maldosa, vingativa. Claudia morre e eu choro lágrimas de sangue. Toda vez que eu leio. Toda vez que eu vejo. Kirten Dunst ganhou meu respeito pra todo o sempre. Pode fazer o filme porcaria que quiser, ela sempre vai ser a Claudia.


De Lua Nova, levo meu respeito por Dakota Fanning. Que a garota cresceu, ficou bonita, e tem uma participação micra, mas imponente. Espero que ela mate a Bella e pegue o Edward. Ou, melhor. Que ela pegue o menino lobo.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

/mimimi

Mega traumatizada na vida em geral. Trabalhando 12, 13h por dia. Sem brilho, sabe?

Vou pra terapia e choro durante uma hora, ininterruptamente. Daí acaba a sessão e eu pego o carro e volto pro trabalho, porque tem coisas a serem feitas. Eu choro de cansaço, choro demais mesmo. Falo com veneceous tão rápido no msn que o coração até machuca. A gente marca conversa no skype, mas eu deito na cama e durmo. e acordo poucos minutos depois, e no relógio se passaram horas.


E o apartamento novo tá vazio, ainda. e os amigos estão longe, porque agora que o covinhas voltou pra namorada, ele morre de medo que ela descubra que ele ficou comigo. E eu fui banida. Como se não bastasse ele não falar comigo, criou-se uma barreira. E eu não me sinto mais bem vinda na casa dele, que by the way eu frequentava BEM antes de ser a casa dele. E eu até tentei interagir com a menina japonesa quando ele foi com ela no meu aniversário (oh, yes, mundo moderno, a gente se vê por aqui), mas ele cercava ela de todo jeito. Deve ser medo. Não sei, não é da minha conta. Me afastei, né?


Eu fico triste, porque eu gosto dele, e dane-se que as coisas não foram pra frente. Eu crio laços, é isso que eu faço. E eu não lido bem com laços rompidos, e ele nem olha na minha cara, parece que a gente jamais se falou. E eu vejo uns sites com coisas que envolvem o trabalho dele e fico com a maior vontade de mandar. Mas não cabe, né? Não cabe. Eu continuo aqui, preocupada se ele está bem, querendo saber as coisas. Porque eu me importo. E, em compensação, parece que eu não existo, que eu nunca existi. /mimimi


Eu devia era ter pensado melhor nas consequências todas. E ter resistido. Porque eu não banco essas consequências não. Fico arrasada.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A roomate nova é fofa toda vida. Senta, conversa. Como a gente acaba se acostumando com uma pessoa que não interage? Como eu pude conviver numa casa onde não havia troca nenhuma durante tanto tempo?

Entrei numa paranoia louca, preciso dizer. Desde que eu soube que esse meu amigo lê meu blog - e fui eu que passei o endereço, lá atrás, numa época em que eu realmente não me importava que ele lesse - eu travei. Travei porque ele é amigo da roomie nova, porque ele é amigo do covinhas. E eu fiquei me sentindo exposta. Porque, né?


Daí, não sei o que faço. Ele me jurou que não deu o endereço pra ninguém, mas teve um dia que os meninos falaram a palavra madame e eu podia jurar que eu estava envolvida naquilo. Como se qualquer madame que eles falassem, a qualquer momento, fosse eu. E aí, hoje, a roomie fofa disse alguma coisa, e na frase ela inseriu a expressão menino de covinhas. Travei, né? Já contei que ela é tipo a melhor amiga dele? Olha a situação.

A história tem várias atualizações, todas daquele tipo que exaure a pessoa. E eu não sei se escrevo aqui. Porque talvez eles leiam, história comprida. Blog escondido é bom porque você fica protegido. E, aparentemente, agora, proteção nenhuma, eu tenho.

Mas continuo querendo escrever sobre. Assim que o trabalho permitir, que a paranoia abrandar, eu conto. Não é bom ter expectativas, já vou avisando. História chaaaata, consequencias catastróficas.

Minha vida como ela é.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

E tempo?

É tanto trabalho, mas tanto, que eu não sei como vou dar conta dos próximos dias. Eu não sei como vou dar conta das próximas horas. E eu fico repetindo para mim mesma que tudo vai dar certo, que as coisas se ajeitam. E a co-worker fofa, surta, respira fundo e olha pra mim, com um sotaque de Minas que eu aprendi a adorar, e fala. Não tá coisando. Coisando, no vocabulário dela, pode ser funcionando, ou qualquer coisa que qualquer um possa/queira imaginar, e que caiba no contexto da frase. E nessa hora é a minha vez de responder pra ela que sim. As coisas vão coisar. Porque não há outra opção. E porque a gente é boa, é brilhante e é ninja.

A verdade é que eu realmente acredito que, profissionalmente, eu cheguei naquele ponto que eu tanto buscava lá atrás. Não no ponto de uau, to ganhando dinheiro (e BEM longe disso), mas no ponto de caraleo, eu sou bem boa mesmo nisso que eu faço. Porque se tinha uma coisa que eu queria era acreditar nisso. Uma certeza que viesse de dentro, que dispensasse a opinião de qualquer um, importante ou não, amigo ou não, porque a certeza é minha, e me basta. E é chegada a hora em que eu encho os pulmões, estufo o peito e acredito. No meu trabalho, no quão fodas são os projetos que eu tenho tido a chance de trabalhar, no quão incríveis e coloridas e geniais são as pessoas que me rodeiam em horário comercial.

E aí que eu ando funcionando a 120% da minha capacidade. To tirando forças não sei de onde, trabalhando 10, 12 horas por dia, fácil. E levando trabalho pro final de semana. Mas as coisas estão ficando tão legais, tão geniais, e o projeto vai ser tão incrível, quando acabar, que eu nem ligo não.

Não sei nada da novela, não sei nada do apagão, não sei nada do que acontece no mundo. Meus amigos ficam sem resposta no msn. Quero saber as coisas todas, mas e tempo?

São Paulo me engoliu. And i feel fine.

Tal como eu havia previsto

"Please, please, please, let me get what i want" tocando FORTE na cabeça.

E sim, é por causa do filme. Mas também veio, dos fundos da minha memória, sabe-se lá naonde que eu fui guardar TANTA informação, que essa é a música que toca em Ferris Bueller's Day Off, na minha cena all time's favorite, que é nosso querido Cameron encarando dicumforça aquele quadro das pessoas num gramado.


John Hughes, genious. Minha perda de 2009, definitivamente.


terça-feira, 10 de novembro de 2009

e aí eu tava vendo 500 days of summer

e o filme é leve, e triste, e real. e mostra a vida como ela é, as coisas como elas são, nem sempre as pessoas ficam juntas, e coisa e tal. porque é timing. você pode gostar da pessoa, mas a pessoa pode não gostar de você o mesmo tanto. ou você pode não estar numa fase específica pra se envolver, e essa era justamente a hora que a outra pessoa tava preparada. e quando você se prepara, a outra pessoa passou do ponto. e se distraiu, e se descomprometeu. e conheceu outra pessoa. timing, mesmo.

ver a história do tom e da summer me lembrou de boa parte dos foras que eu tomei na vida. eu não me lembro de ter dado algum grande fora, eu sempre tive cuidado de fazer as coisas de um jeito que fulaninho não saísse magoado. não tive a mesma sorte. meus foras sempre foram homéricos, dignos de choro em praça pública, olhos borrados de rímel e mundo se acabando. alguns dos foras nem envolveram, de fato, algo real. eram frutos de paixão platônica mesmo, aquela coisa bem 13 anos, mas que dói que nem gente grande.

e a tela se divide, enquanto o coração do tom se parte. de um lado, as expectativas dele. summer prestando atenção, summer fazendo carinho. do outro lado da tela, a realidade. summer envolvida com os amigos, tom bebendo cerveja sozinho num canto, invisível. summer mostrando a aliança de noivado pruma menina. e tom sai correndo, enquanto regina spektor embala com voz doce e piano cheio de raiva. e a dor do tom era um pouco minha, de todas as vezes que a minha tela se dividiu em duas e eu pude ver, lado a lado, o que eu queria que acontecesse e o que, de fato, acontecia.

e tem a cena mais no final, que também é a cena do começo, em que ela coloca a mão em cima da dele, no banquinho no parque. e diz que se apaixonou. por outro. e o rosto do tom se contorce, e eu sinto doer cada cantinho da pele. porque a gente sabe bem como é isso. todo mundo já passou por isso uma vez. duas. dez. a dor de olhar de perto quem você ama e saber que aquilo não pode ser. porque não há nada ali, de volta, pra você.

achei o filme fofo. achei sincero. to com smiths na cabeça, e acho que "to die by your side, it's such a havenly way to die" ficará em looping na minha cabeça a semana toda. gostei do figurino, dos personagens se vestindo de azul, em todos os tons, em todas as cenas. da franja da zooey. cheguei em casa e prendi um rabo de cavalo alto, assim como o dela. pra ver se ornava, aproveitando que a minha franja cresceu a quase cobre os olhos, assim como a dela. well. eu não sou zooey. sou tom.

o menino tem covinhas. só pra constar. tô na minha.